Esta plataforma é apenas uma ‘salvaguarda’ do ‘blogspot’ pelo que não é actualizada com frequência.

Quaisquer comentários deverão ser feitos através do endereço acima indicado. Obgdo.

Please visit Macau Antigo at ‘blogspot’! Thanks

Anúncios

>

Koon Nam Tea House, located at 126 Rua de Cinco de Outubro, was established in 1953. Its predecessor was Kam Long Tea Salon, whose sole proprietor was Mr. Lio Bak. Sustaining large losses, Liao had the creditor’s rights of the teahouse transferred, and Mr. Lei In Sek took over the business. Koon Nam Tea House was operated by two groups from Hong Kong -‘Koon Hoi’and‘Tak Nam’- and these gave rise to the name Koon Nam Tea House.
The Koon Nam Tea House operated for more than two generations but closed down in 1996 due to the sharp increase in the price of local real estate. Saddened by the closure, Mr. Chan Weng Lam hired more than 30 of the original employees of the teahouse and opened a restaurant called Koon Nam Him, which is now located on Avenida do Almirante Lacerda.
Text by IACM
Koon Nam na Rua 5 de Outubro 

A Casa de Chá Koon Nam, localizada no n.º 126 da Rua Cinco de Outubro, foi fundada em 1953. A sua predecessora foi o Salão de Chá Kam Long, cujo proprietário exclusivo era o Sr. Liao Bak. Sofrendo um grande prejuízo, Liao transferiu os direitos sobre a casa de chá para o Sr. Lei In Sek, que tomou conta do negócio. A Casa de Chá Koon Nam foi gerida por dois grupos de Hong Kong – os grupos Koon Hoi e Tak Nam – que deram origem ao seu nome.
A Casa de Chá Koon Nam funcionou ao longo de mais de duas gerações mas encerrou em 1996 devido ao rápido aumento dos preços da propriedade em Macau. Entristecido pelo encerramento, o Sr. Chan Weng Lam contratou mais de 30 dos empregados originais da casa de chá e abriu o restaurante Koon Nam Him, localizado presentemente na Avenida do Almirante Lacerda.
A arquitectura da Casa de Chá Kun Lam é muito similar à adjacente Casa de Chá Dai Long Fong. O edifício tem quatro andares, sendo que os três inferiores eram usados para o negócio enquanto o superior servia de dormitório aos empregados, para além de oficina. O dono era meticuloso quanto aos utensílios usados na casa de chá: em cada mesa havia um fogão de barro vermelho colocado sobre um pequeno estrado em cima do qual estava um bule de latão, para além de um escarrador ao lado de cada assento. Antes da casa de chá abrir diariamente, o pessoal fervia água usando uma grande caldeira, colocando os recipientes para cozinhar o dim sum no seu interior. Logo que a água e o dim sum estavam prontos, eram servidos aos clientes.
Os chás mais comuns naquela época incluíam os chás “Oolong”, “Shoumei”e“Puer”, enquanto que o pãozinho de porco assado (Cha Siu Pao) era um dos pratos mais populares servidos. Esta casa de chá oferecia ainda outras especialidades muito apreciadas como ovos salgados, dumplings de galinha, dumplings de peixe e de carne. No início do seu funcionamento, servia ainda pastéis tradicionais. Os festivais e ocasiões importantes eram motivo para a preparação de ricas especialidades tradicionais diversas, como Bolos da Lua por ocasião do Festival do Bolo Lunar, pudins por ocasião do Ano Novo Chinês e Bolos do Dragão e da Fénix para celebrar casamentos chineses.
Texto do site do IACM

>

A proclamação da República Portuguesa em 1910 foi a convulsão política que depois das guerras liberais do século XIX mais efeitos produziu em Macau. Não admira por isso que a “Rua Nova D`El Rei” constituísse a primeira designação a abater pelas novas autoridades republicanas que com pompa e circunstância retiraram a antiga placa rebaptizando a via com o nome de “5 de Outubro”, data da revolução que pôs fim à dinastia de Bragança.
A mudança de regime levou também a que alguns anos depois a antiga “Rua do Asilo”, rebaptizada de “Eduardo Marques” (último governador monárquico de Macau) tivesse sido mais uma vez alterada. Para os republicanos aquele era um nome a obliterar, embora acima das disputas ideológicas da Metrópole devesse estar em consideração a figura de um governador de uma colónia longínqua, que, justa ou injustamente, é que deveria escolher quem deveria figurar na toponímia local. Neste caso o consenso ocorreu e conduziu a uma conclusão. A edilidade decidiu dividir a via em partes iguais; uma manteve a designação monárquica de Eduardo Marques, a outra passou a designar-se rua da Emenda (!…). Bom acordo e boa saída para o impasse!…
Dos heróis e dirigentes republicanos não ficou muito. Apenas Carlos da Maia (1914-16) se perpetuou em placa toponímica, mas não em consequência directa de ter sido um dos heróis da Rotunda, mas sim pelo facto de dois anos depois ter assumido o governo de Macau, tendo sido considerado por muitos como um dos administradores de maior mérito da colónia portuguesa da China. Isto segundo a maior parte dos historiadores e académicos que se debruçaram sobre a história do século XX de Macau e que se costumam repetir uns aos outros através das gerações.
Que governou bem Macau é verdade, agora se foi o melhor, ou não é que não se sabe, e em minha opinião nunca se poderá saber. Enquanto o historiador Mons. Manuel Teixeira quase o endeusa, A.H. De Oliveira Marques, reconhece as suas qualidades e as dificuldades que enfrentou em plena 1ª Primeira Grande Guerra Mundial no Extremo Oriente, mas não deixa sobre ele juízos de valor.
Seja como for, a revolução republicana deixou marcas na toponímia. Mas mais marcas iria deixar o golpe de 28 de Maio de 1926. De facto, Macau, fosse qual fosse a posição que tomava perante o desfile triunfal do marechal Gomes da Costa de Braga até Lisboa, não podia deixar de homenagear esse militar cujos estudos primário e secundário tinham sido feitos em Macau. Sendo assim, as autoridades locais atribuíram o nome do antigo aluno do seminário de S. José à rua principal de um novo bairro que passou a ter a designação de “28 de Maio”. Todavia, reconhecendo a força dos novos destinos de Portugal, Macau ignorou o facto do prestigiado militar ter sido devorado pela própria revolução que desencadeara, decidindo conceder-lhe mais, ou seja atribuir à enorme avenida que bordejava os novos aterros do Porto Exterior o seu nome. À outra parte foi concedido o topónimo do emergente Ministro das Finanças, Oliveira Salazar, que pouco tempo depois assumiria os destinos de Portugal governando em ditadura pelos quarenta anos seguintes. Curiosa atribuição já que a avenida Gomes da Costa bordejava uns arredores com mais bairros de lata do que casas de alvenaria, enquanto Salazar dava nome à via que começava no antigo Palácio das Repartições junto à estátua de Jorge Álvares e terminava no rio como se fosse uma via que tinha sido aberta para conquistar novos horizontes. A metáfora não era despicienda. O “Estado Novo” tinha bem em conta a simbologia e Salazar era o chefe a quem tudo se devia segundo os seus próceres daqueles tempos.
Entre a revolução republicana de 1910 e a proclamação do Estado Novo em 1926 muita tinta correu em Portugal. Desde a “Monarquia do Norte” do capitão Paiva Couceiro, ao “Movimento das Espadas”, passando pelas revoltas do Arsenal e um sem número de sublevações triunfantes, ou frustradas. Nenhuma delas registou efeitos particulares em Macau, para além das mudanças de governadores (facto que, aliás, o Território desde sempre esteve habituado). Nesse período porém, apenas um nome teve direito a ser perpetuado na toponímia macaense e foi o de Sidónio Pais. Personalidade singular na história da “Primeira República”. Sidónio Pais, cujo consulado foi efémero, nada teve a ver com Macau. No entanto, o Território decidiu (sabe-se lá porquê? E seria interessante averiguar) mudar o nome da Estrada da Flora (pleno do lirismo que lhe era concedido pelas árvores frondosas que a ladeavam) pelo do ditador português transformando a via em avenida, através dos bons ofícios do governador Tamagnini Barbosa, um militante republicano que mais do que os monárquicos tinha como inimigo convicto o Partido Democrático de Afonso Costa.
A última convulsão nacional que influiria na toponímia macaense foi a revolta dos capitães de 25 de Abril de 1974. No entanto, ao contrário de todas as outras, as mudanças políticas registadas em Portugal não implicaram a imposição de nomes de novos heróis. Bem ao contrário, o 25 de Abril de 1974 limitou-se apenas a eliminar os da “Revolução de Maio” sem impor nenhum dos seus. Assim, ao contrário de Portugal, onde as ruas e avenidas das “Forças Armadas”, “25 de Abril”, “Liberdade” e quejandos substituíram os topónimos dedicados a Salazar, Américo Tomás e outros pelas cidades e vilas do país, em Macau tudo se processou de forma diferente.
Gomes da Costa e Salazar foram trocados pelo topónimo inócuo de “Amizade”. Eis pois que, 36 anos passados sobre o 25 de Abril apenas duas figuras da revolução democrática portuguesa de 1974 foram dignas de merecer topónimo, ou seja a colmatar lacunas restam apenas o nome de Mário Soares concedido, mais, ou menos à pressa (na eminência de uma visita oficial deste Chefe de Estado a Macau) a parte da antiga avenida Salazar por ocasião da sua primeira visita a Macau naquela qualidade e o de Ramalho Eanes, vencedor do 25 de Novembro de 1975, concedido ao largo de Coloane nas faldas do quartel que aquele antigo presidente comandou como capitão nos idos de 1960.
Antes da “história”, ou seja antes do primeiro cadastro oficial que data de 1869 os lugares de Macau não eram conhecidos por nomes famosos, nem designações reais, nem mesmo por acontecimentos (…)“
“Personalidade singular na história da “Primeira República”. Sidónio Pais, cujo consulado foi efémero, nada teve a ver com Macau. No entanto, o Território decidiu (sabe-se lá porquê? E seria interessante averiguar) mudar o nome da Estrada da Flora (pleno do lirismo que lhe era concedido pelas árvores frondosas que a ladeavam) pelo do ditador português transformando a via em avenida.”
A atentar no Boletim Oficial de segunda-feira, 2 de Agosto de 1869, as ruas, becos, travessas, pátios, escadas e calçadas possuíam topónimos inócuos que iam desde os animais (Faisão, gaivota, leitão, Pombo, Rato) aos vegetais (amêndoa, amora, magnólia, feijão, etc.), passando pelos substantivos sem conotações controversas (mainato, ópio – este poderia ser controverso, mas enfim!… -, rota, lampião, etc.). Quanto a figuras históricas o cadastro referido ressalvava apenas Coelho do Amaral, governador e autor de uma estrada entre Mong Há e as Portas do Cerco e Ferreira do Amaral, igualmente governador, assassinado em 1849 ao serviço de Portugal por um bando de sicários junto ao templo da Flor de Lótus, e ainda a rainha D. Maria II, mais o poeta Bocage e duas ou três figuras de relevo da história nacional.
Desde esse cadastro antigo, porém, a fisionomia da cidade alterou-se. Os conceitos modernos impuseram-se e o traçado urbano, cada vez mais emaranhado e regurgitante passou a exigir maior atenção das autoridades de modo a poderem entender-se com o desenvolvimento massivo da urbe. Em suma, Macau deixava de ser uma aldeola para se tornar numa verdadeira cidade que passava a exigir direcções postais e números de polícia, capazes de permitir aos carteiros entregar cartas e encomendas e aos oficiais de diligências da Justiça recensear os cidadãos. É que em 1869 Macau possuía já 529 vias públicas.
A partir da segunda metade do século XIX, Macau começou a sofrer importantes alterações da sua fisionomia em todas as frentes. Aterros sucessivos conquistavam o Porto interior fazendo com que o cais avançasse desde a rua do Amparo até aos actuais limites mais de quinhentos metros, a Ocidente. A Norte, depois das intervenções sucessivas feitas a partir da década de 70 do século XIX construindo a ligação entre a cidade e as portas do Cerco, outras obras foram sendo feitas, culminando com a construção do dique que ligou Macau à ilha Verde (implementa pelo Governador Conselheiro Borja) e posteriormente, com a intervenção de fundo de Horta e Costa sobre os pântanos de Mong Há em 1900.
Neste contexto, a toponímia de Macau fica desadequada das realidades emergentes, levando a que o governador Sérgio de Sousa nomeasse uma comissão destinada a “determinar e fixar de um modo definitivo os nomes de todas as vias públicas da cidade”. A decisão do almirante Sérgio é compreensível já que para além da construção de novas ruas, o antigo traçado tinha sofrido sucessivas alterações toponímicas, enquanto as novas vias continuavam por nomear, resultando deste facto os mais diversos inconvenientes, como a própria comissão reconhecia.
Artigo da autoria de João Guedes, jornalista/investigador, publicado no JTM de 14-6-2011

>

O restaurante Solmar, que hoje (1 Julho) assinala 50 anos, é bem conhecido das “gentes” de Macau, mantém-se como ponto de encontro no centro da cidade e guarda no silêncio das paredes muitas decisões políticas que poderão ter marcado a cidade. Entre os seus fundadores, contam-se nomes como Carlos Assunção, o primeiro presidente da Assembleia Legislativa de Macau, Pedro Lobo, ilustre representante da comunidade macaense, ou Roque Choi, um elo de ligação entre as comunidades chinesa e portuguesa.
Mas é ao longo dos anos, com fundadores e seus descendentes, com a comunidade e, como explicam alguns “filhos da terra”, muito escárnio e maldizer, que o Solmar ganhou fama e conquistou um espaço na vida social da cidade.
“Um grupo de três macaenses está sentado a uma mesa em amena cavaqueira. Quando saírem vão todos ‘má linguá’ (falar mal uns dos outros)”, diz um cliente habitual, com algum exagero próprio do que eram as pequenas cidades onde todos se conheciam. Retirando o exagero que possa existir quando se associa o Solmar à má língua local, não deixa de ser verdade que o restaurante ficou conhecido por ser um dos “pontos estratégicos” na luta do poder em Macau quando a comunidade macaense afrontou o então Governador Almeida e Costa. E na gastronomia local o restaurante também já teve a honra, em setembro de 2010, de ser entronizado como “confrade extraordinário” da Confraria da Gastronomia Macaense a par dos restaurantes chineses Fat Siu Lau e do Long Kei, sendo que este último não resistiu à pressão dos preços do imobiliário.
Meio século depois de aberta a porta pela primeira vez, com 33 empregados e alguns, como o cozinheiro chefe Ieong Choi Yun e o chefe de mesa Sam Veng Yun, há, respetivamente, 43 e 42 na casa, Edith Silva, filha de um dos sócios fundadores, recorda que o espaço é conhecido como a “Gazeta de Macau”.
Edith Silva sublinhou também que o restaurante “faz parte da comunidade” e que, coisa rara nos dias de hoje com a especulação imobiliária, “há 50 anos está implantado no mesmo edifício”. Depois de tantos anos de porta aberta, Edith Silva diz haver vontade de continuar a servir a comunidade e não partilha a opinião daqueles que acham que o espaço muitas vezes serviu para maldizer. “Quando o meu pai e os outros sócios fundaram o Solmar foi para que os macaenses tivessem um ponto de encontro. Não sei se era para dizer mal
dos outros, mas para espalharem a notícia. E hoje continua a ser um ponto de encontro e já não existem muitos onde fazê-lo”, disse. Edith Silva reconheceu, no entanto, que muitas das políticas de Macau foram desenhadas ou pensadas à mesa do Solmar e recordou que, quando ela própria foi deputada, “muitas das coisas que se sabiam era no Solmar”. “No tempo de Carlos Assumpção (…) muitas coisas eram aqui negociadas à mesa do Solmar”, concluiu, garantindo estar pronta para mais 50 anos, assim tenha saúde para isso.
Artigo da autoria de José Costa Santos, Agência Lusa, Macau a 1 de Julho de 2011
NA: Local de tertúlia, mexericos e conspirações domésticas surgiu em 1961 e depressa se tornou numa ‘instituição’ de Macau como se pode verificar no artigo do José Costa Santos da Agência Lusa.
Nos primeiros anos era frequentado essencialmente por portugueses da então ‘metrópole’ e macaenses mais abastada. Na ementa destacava-se, entre outros, a famosa a “galinha africana”. Ainda hoje funciona na av da Praia Grande, quase em frente ao hotel Metrópole. Na imagem um anúncio publicado no jornal O Clarim na década de 1960.

>

Quase um século ‘separa’ estas duas imagens

>

No próximo dia 3 de Julho no auditório Casa-Memória de Camões, em Constância, decorre o colóquio “Camões pelo Mundo”.
11h00 -«Sinais de Camões em Constância» – Ana Maria Dias
15h30 -«De Constância à Índia –Astronomia de Os Lusíadas» – Máximo Ferreira
16h30 -«Camões na China – Macau» – Eduardo Ribeiro
Eduardo Ribeiro, jurista há muito radicado em Macau, tem-se dedicado ao estudo da presença do autor de “Os Lusíadas” no território e do qual tenho dado conta aqui no blog.
O colóquio integra ainda as intervenções de Ana Maria Dias, presidente da Casa-Memória e de Máximo Ferreira, presidente da Câmara local.
NA: tema controverso, a presença ou não de Camões em Macau (terá chegado cerca de 1556), tem levado  Eduardo Ribeiro a investigar o tema. Já publicou “Camões em Macau – uma certeza histórica” mas as pesquisas prosseguem, segundo o próprio, pelo que em breve deverá haver novidades.Como é domingo, é uma boa sugestão de passeio e cultura pela “vila poema”, perto de Chamusca, distrito de Santarém.

>

A vida e obra de Sun Yat Sen, fundador da República na China, foram evocados em Lisboa, num colóquio organizado pelo Instituto Internacional de Macau (IIM), realizado a 22 de Junho 2011, no Palácio da Independência, sede da Sociedade Histórica da Independência de portugal, onde funciona a delegação do IIM.
Foram oradores os Professores António Vasconcelos Saldanha, catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, e Ming K. Chan, da Universidade de Stanford.
O tema do colóquio foi “Sun Yat Sen – a fundação da República na China e Macau” e as comunicações subordinaram-se aos títulos “Macau visto pelas duas Repúblicas” e ” The Luso-Macau connections in Sun Yat Sen´s modern Chinese revolution”, dando lugar a um animado debate, no final do qual foram sugeridas novas pistas para trabalhos de investigação sobre este tema, especialmente no que respeita ao papel de Macau na formação e afirmação política daquela grande figura da China moderna.
Texto e imagens do IIM