Abril 2009


Montalto de Jesus sempre foi a favor de um maior desempenho por parte de Portugal nas oportunidades comerciais que a China parecia oferecer. Numa conferência dada à Sociedade de Geografia de Lisboa em 1911, lamentou a apatia de Portugal em relação a Macau, atribuíndo esta falta de iniciativa ao governo do antigo regime monárquico: “infelizmente um dos maiores males do paiz é a falta de inciativa e cooperação nacional, o tétrico pessimismo dos tempos idos. O regime monárquico nao só arruinou o país: esmoreceu na alma nacional a confiança, o arrojo indispensavel á vida comercial, deixando o povo quasi morto em marasmo e obscurantismo econòmico…” Jesus, Montalto de, in Portugal e Macau. Problemas Económicos e Políticos, Lisboa, Tipografia Universal, 1911
Carlos Augusto Montalto de Jesus em 1921
Historiador e publicista, correspondente da Sociedade de Geografia e da Royal Asiatic Society, Montalto de Jesus teve uma vida trágica. Acabou por falecer na miséria em Hong Kong, onde nascera, por ter escrito uma história de Macau considera insultuosa pelo Governo do Território. Foi a segunda edição de Historic Macao, de 1926, (a primeira é de 1902) que lhe valeu a prisão e o consequente exílio. o livro viria a ser apreendido e queimado, qual heresia, lembrando os antigos autos de fé da Inquisição.
Na segunda edição de Historic Macao acrescenta vários novos capítulos. Foram precisamente esses últimos capítulos que o transformaram instantaneamente, de herói nacional que era, num reles traidor. A segunda edição surge num tom acutilante contra os portugueses: “Fundamentalmente, a ruína de Macau deve-se às duplas e perpétuas falhas, quer de Portugal quer da China, bem como às catas tróficas maquinações de Hong Kong, sobretudo nos primeiros tempos desta colónia…”
Para salvar do previsível golpe final a triplamente vitimada colónia, que já fora a “pérola do Oriente”, Montalto prossegue: “a não ser que, providencial mente, aconteça algo de inesperado, o enfraquecido Macau terá de ir à deriva na maré de azares onde navega, até se afundar por completo; ou, mais tarde ou mais cedo, Portugal terá de passar a sustentá-lo como um peso morto; ou, melhor dizendo, como um justo castigo pela negligência e mau governo sistemáticos ao longo dos tempos. É este, infelizmente, o triste destino que espera esta colónia portuguesa, que sempre foi auto-suficiente, cujo nobre brasão heráldico é o próprio brasão nacional e cuja divisa é ‘Não Há Outra Mais Leal’. Na História da Colonização dificilmente poderemos encontrar outro caso de cruel expiação e de lealdade mal recompensada semelhante a este. A civilização bem pode ficar perplexa perante tal ironia do destino, tão pacientemente suportada durante séculos de martírio. Mas é óbvio que só uma catástrofe poderá despertar a nação sonolenta (Portugal) para o seu senti do do dever, perante a severa lógica dos factos e a Nemesis do destino em plena actividade.
Completamente desiludido com o Governo de Macau, Montalto tinha, simultaneamente, uma visão utópica da Liga das Nações, a qual, no seu entender, poderia salvar Macau da ruína total. A Liga das Nações é fantasticamente idealizada como sendo um verdadeiro presente dos deuses, e Montalto deposita nela total es perança de uma intervenção messiânica. Montalto nunca sonhara que a abandonada e velha “pérola do Oriente” viria a ser retomada pela China no final do século. Se assim fosse, talvez tivesse acrescentado outro capítulo, exigindo à China que prestasse a Macau a consideração devida.
O último capítulo foi, portanto, considerado como uma úlcera no conjunto do livro, e um claro desafio à impotente administração portuguesa. Como era inevitável, enfureceu o Governo de Macau, sobretudo por Montalto fustigar implacavelmente os portugueses. Estes sabiam tão pouco sobre Macau, preocupavam-se tão pouco e eram tão incompetentes quanto a ir de encontro aos desejos de Macau, que mais valia arriar a bandeira portuguesa e o Território passar a ser administrado pela Liga das Nações. O Governo de Macau condenou imediatamente a segunda edição, que considerou “herética”, “apreendeu toda a edição e queimou-a em público. “Todos os que tivessem comprado um exemplar receberam ordens para o entregar, a fim de ser destruído”.

Quer Ljungstedt quer Montalto foram considerados traidores pelas autoridades portuguesas. O primeiro era sueco e o segundo cidadão de Hong Kong, mas ambos escreveram em inglês sobre a História de Macau. Era óbvio que a versão em inglês se destinava não só aos leitores portugueses como também a um público mais vasto. Convém referir que a palavra “história”, em português, significa não só o relato de acontecimentos históricos, como também qualquer narrativa, e o mesmo sucedia na língua inglesa até ao século XIX.
Qualquer obra, quer se trate de um relato de factos reais, quer de uma narração fantasiosa, tem como destino ser censurada ou reprimida se não estiver do lado do governo vigente.

Walter Benjamin observa que a História é “um instrumento das classes dominantes”. A História não só tende a reflectir o poder dominante, como também se ajusta ao vencedor e à ideologia da ordem legítima. Não surpreende minimamente que o livro de Ljungstedt tenha sido estigmatizado e fosse impiedosamente atacado, simplesmente porque a História que escrevera não celebrava os feitos dos Portugueses, mas revelava a insuportável “verdade”. No entanto, em 1992, a sua obra foi, finalmente, encarada como uma inestimável fonte para o estudo da História de Macau (graças ao Monsenhor Manuel Teixeira), e a sua reputação reabilitada. Passou, assim, a ser um traidor que se transformou em herói, autor da primeira História de Macau em inglês. Apesar de Montalto ter sido, no passado, condenado como herói que se transformou em traidor devido à fúria provocada pela segunda edição, a sua obra é indispensável para o estudo da permanência Portuguesa desde os primeiros anos do século XVI até ao princípio do século XX.

Após a Declaração Conjunta Sino-Portuguesa de 1987, Macau passou a ser alvo duma atenção sem precedentes, quer por parte dos Chineses, quer dos Portugueses, relativamente aos seus 400 anos de História e à sua cultura sincrética. No passado, a História de Macau escrita em língua chinesa era com frequência considera da como um capítulo ou uma parte da História da província de Cantão; mas, em Julho de 1988, foi publica da em Hong Kong a obra Aomen Shilue (《澳門記略), uma breve História de Macau, em caracteres chineses clássicos. A China também não perdeu tempo em publicar (em caracteres chineses simplificados), Aomen Sibainian (《澳門四百年), relativa aos 400 anos da História de Macau, em Setembro de 1988. Por ironia, o autor de Aomen Sibainian admitiu, no Epílogo, nunca ter estado em Macau, e ainda que a sua pesquisa a nível de arquivos poderia não ser completa. Parece ter tido um súbito fervor de escrever a História de Macau. Quer Aomen Shilue quer Aomen Sibainian foram publicadas pelos Chineses, o que poderá representar um monólogo no seio da perspectiva chinesa.
Em 1992, o Padre Benjamim António Videira Pires publica também um livro em português, Os Extremos Conciliam-se, (《殊途同歸–澳門的文化交融》)que abarca os 400 anos da História de Macau e a formação da sua cultura, contribuindo para dar uma perspectiva dialógica, apresentando uma visão de Macau distinta da chinesa; e o leitor pode ouvir uma voz diferente. O que é notório na obra de Pires é, em primeiro lugar, o facto de este reiterar que, segundo alguns registos oficiais e uma carta do governador de Macau datada de 1846, Macau fora de facto dado a Portugal “para sempre”, e que “não era necessário pagar uma renda anual”. Isso teria sido decretado pelo imperador Jiajing, da dinastia Ming (1522-1566), cerca de 1557, num documento de posse de terras chamado “chapa de ouro”. Infelizmente, o paradeiro deste documento era um enigma, e ter-se-ia provavelmente perdido nos princípios do século XIX.

Para além disso, Pires salientava que aquando da publicação, em 1832, de An Historical Sketch, por Ljungstedt, o referido documento já estaria perdido. Porém, parece pouco convincente que uma prova tão importante de um “presente” se tivesse extraviado. Em segundo lugar, no final do mesmo capítulo, Amaral era saudado como um “herói” por ter forçado, com sucesso, os Chineses a abrirem mão da renda exigida, e por ter expulsado a Alfândega Chinesa da cidade Cristã (Macau). Mas os incidentes do assassínio de Amaral pelos Chineses e a invasão de Beishaling por Mesquita foram totalmente omitidos. Também a sórdida história do tráfico de cules em Macau está omissa na sua História. Finalmente, o passado colonial é, no texto de Pires, estranhamente mediatizado, e a sua História de Macau embelezada, sendo expurgada dos acontecimentos indesejáveis. A sua empatia com o Governo de Macau é claramente visível.
Três volumes com 7,5 kg, 3500 páginas, 245 capítulos, 250 fotografias e 440 famílias registadas e estudadas, eis como se poderia resumir a obra Famílias Macaenses, da autoria de Jorge Forjaz. Uma obra que a Fundação preparou para os mais de 1200 Macaenses que, em 1996, desembarcaram em Macau para o II Encontro das Comunidades Macaenses.
Fruto de mais de cinco anos de trabalho ininterrupto em vários continentes, a obra é, afinal, também um encontro, este muito mais vasto, e de dimensão planetária única, de todos os Macaenses hoje espalhados pelo Mundo. Sete anos depois o mesmo autor entregava à Fundação Luso-Descendentes da Índia Portuguesa, o mais vasto repositório alguma vez reunido sobre a origem das mais de 300 famílias portuguesas radicadas na costa ocidental da Índia, em Goa, Damão e Diu, Baçaim e Bombaim.
Antes do Café Ruby, nos anos 50, o ponto de encontro dos militares da Metrópole era o Café Cecília, situado na R. Pedro Nolasco e propriedade da família Quevedo da Silva. Lá comia-se um bom bife com batatas fritas e tomava-se um bom vinho tinto. Na época, os jovens macaenses preferiam o Café Imperial…
Reveillon no “Cecília” em 1954

Na década “dourada” de Macau – os anos cinquenta do século passado – um dos “ornamentos” da cidade era, para o bem e para algumas maldades inconsequentes, a profusão de fardas de caqui dos militares do exército português. Os oficiais, sargentos e praças, classes bem distintas e compartimentadas, depois das suas obrigações de serviço cumpridas, espalhavam-se pelos quatro cantos do burgo e tinham sítios certos como pontos de encontro.
Para encontrar “todo o mundo” servia o Largo do Leal Senado e a Avenida Almeida Ribeiro, mas para um determinado tipo de interesses comuns a grupos mais ou menos restritos havia os Cafés e Restaurantes. Eram autênticas “tertúlias” onde o estar e conversar se sobrepunha ao comer e beber.
Um desses lugares de eleição, para praças e alguns sargentos, era o Restaurante Cecília, situado na parte mais alta da Rua Pedro Nolasco da Silva, logo a seguir e do lado contrário ao Hospital de S. Rafael, para quem vai da Rua do Campo.
Era propriedade da família Quevedo da Silva e o nome do estabelecimento vinha da filha mais velha, a D. Cecília, que era funcionária pública e só lá aparecia de vez em quando. Tal como um irmão Roberto que andava na marinha mercante.
O “Papá e a Mamã” (era assim que eram tratados pelos frequentadores) geriam com infinita paciência o negócio de comidas e bebidas retintamente portuguesas. O cliente mais ilustre e estimado da casa era o senhor Padre Sarmento.
Ao cair da tarde apeava-se do “riquexó”, tirava o seu capacete de “caçador de leões” e, enquanto saboreava o chá, conversava com a rapaziada evidenciando uma jovialidade digna de inveja. Divertia-se imenso a desmontar e contrapor os subentendidos maliciosos das conversas dos mais atrevidos que o acicatavam, só para o ouvir.
A Fina (Delfina) tomava conta da escrita, um tanto trabalhosa porque a maior parte da clientela utilizava o “aponta’í” e pagava no fim do mês. Além disso escolhia a música ambiente (era mais Pat Boone que Elvis Presley) e aturava, com uma delicadeza muito própria e dissuasora, os dichotes da meia dúzia de paixões serôdias que eram conhecidas e “gozadas” pela malta.
O maior acontecimento do restaurante foi a aquisição e instalação da primeira “mesa de matraquilhos” em toda a Ásia. (O Guiness não regista o facto, mas aqui fica o testemunho para a posteridade). Não é só para que conste que trago os “matraquilhos” à conversa.
Os outros dois irmãos da Fina, o Johny (João) e o Tchito (Gilberto), na altura jovens estudantes, em pouco tempo tornaram-se imbatíveis naquele jogo. Apareciam os maiores “craques”, campeões da Mouraria e arredores, com truques complicados e anos de treino na Feira Popular de Lisboa, e levavam cada “cabazada”!!!
A sua táctica consistia em fazer perder a paciência aos impetuosos adversários e, com a habilidade característica do “seu lado chinês”, empurrar a bola de mansinho para o golo. Bons tempos, meus amigos… Que saudades!!!
Texto de José A. S. Neto
Nota: enviado por Carlos Charlie Santos que acrescenta: “O amigo Zé Neto comete apenas um pequeno equívoco…. menciona a Cecília como a irmã mais velha da família, quando, na verdade, a irmã mais velha da família Quevedo da Silva é a minha mãe, Maria Quevedo.”

Grupo de Militares em Dezembro de 1955

ca. 1976
Ir a Macau e não ver as Ruínas de S. Paulo é como ir a Roma e…
Mas, será que sabemos realmente a verdadeira história por trás do ex-libris de Macau e do que é provavelmente o monumento mais fotografado da cidade?

“(…) Quando Nacaúra e os seus companheiros chegaram a Macau, descobriram que a igreja que conheceram tão bem fora completamente destruída por um incêndio em Novembro do ano anterior. Contudo o projecto de reconstrução estava já em curso sob a direcção de um jovem missionário italiano, Carlos Spinola, que havia chegado uns meses antes do incêndio na sua viagem a caminho do Japão. O Reitor de S. Paulo, P.e Manuel Dias, solicitou a Spinola, um óptimo matemático, que concebesse o plano para a nova igreja, e, em 1601, o Vice-provincial nomeou Spinola Procurador da Província Japonesa em Macau, a fim de ele poder completar a sua obra. Spinola não chegou a ver o seu projecto concretizado. Em Julho de 1602 alcançou o seu destino no Japão. Mas Ito, Nacaúra e os seus três companheiros assistiram à inauguração solene da nova igreja em vésperas do Natal do ano de 1603.”

ilustração de 1860

– Chamam-lhe ruínas de S. Paulo, mas a fachada é da Igreja da Madre de Deus (o colégio de S. Paulo, que lhe deu o nome, funcionava ao lado;

– O colégio Jesuíta de S. Paulo, foi a primeira universidade de tipo ocidental no Extremo Oriente; – No colégio estudaram missionários como Mateus Ricci e Adam Schall antes de partirem para a corte Ming, em Pequim, onde foram astrónomos e matemáticos;

– A igreja, primitivamente feita de “taipa” e madeira, estava, de acordo com os viajantes da época, ricamente decorada e mobilada;

– A escadaria que dá acesso às ruínas tem um total de 68 degraus;

– A fachada de pedra trabalhada foi construída entre 1620-27 por cristãos japoneses exilados e artistas locais sob a orientaoção do jesuíta italiano Carlo Spinola;

– Depois da expulsão dos jesuítas, a universidade foi utilizada como quartel e, em 1835, um incêndio deflagrado nas suas cozinhas destruíu-a, bem como ao corpo de igreja;

– A fachada que “sobreviveu” ergue-se em 4 alas com colunas, estando coberta de peças escultóricas e imagens que ilustram com eloquência o que foram os primeiros tempos da Igreja na Ásia;

– Há imagens da Virgem e de alguns Santos, símbolos do Paraíso e da Crucificação, anjos e o demónio, um dragão chinês e um crisântemo japonês, uma caravela portuguesa e inscrições religiosas em chinês
Biblioteca Nacional ao Tap Seac: 1949 e actualmente
Pagode de Mong Há ca. 1930 S. Lázaro, 1996Serviços Meteorológicos na Fortaleza do Monte… depois de obras de remodelação funciona aqui o museu de macau

Coloane na décade de 1960 Templo A-Ma

Vista do Monte da Guia a partir do hospital S. Januário em 1965
Entrada da Fortaleza do Monte em 1973

Macau é definitivamente a cidade do jogo. Actualmente conta com quase 30 casinos, a maioria construídos depois de 1999, o ‘limite’ temporal deste blog. Mas para além dos neons, Macau tem concerteza o maior número de museus por metro quadrado… alguns construídos depois de 1999. Já para não falar das inúmeras igrejas e templos (mais de 50!)… e dos diversos edifícios considerados pela Unesco Património da Humanidade.

Eis uma lista que deve andar muito próximo da realidade:
Museu de Arte, Museu das Comunicações, Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania, Museu da História da Taipa e Coloane, Casa Cultural de Chá, Casa de Penhores Tradicional, Museu do Gramofone, Museu dos Bombeiros, Museu do Grande Prémio, Museu do Vinho, Núcleo museológico da Santa Casa da Misericórdia, Museu Memorial Lin Zexu, Museu de Macau, Museu Marítimo, Museu Natural e Agrário, Museu de Arte Sacra, Museu das Forças de Segurança, Casas-Museu da Taipa, Tesouro de Arte Sacra na Igreja de São Domingos.
O seu espólio encerra a História de Macau da qual este blog é apenas uma ínfima amostra.

Igreja S. Domingos ca. 1930

O Clube Militar de Macau foi fundado em 20 de Abril de 1870 com o nome de Grémio Militar… Noutro post já contei de forma resumida a sua história. Espaço agora para maior detalhe a quem esteve na sua origem.
“Aos vinte dias do mês de Abril de 1870, na sala dos oficiais do Quartel do Batalhão de Infantaria, reunidos os oficiais ao serviço do referido Batalhão, propôs o Alferes Dores organizar-se um Grémio não só para ponto de reunião, como, mui principalmente, para nele se estabelecer uma biblioteca de livros militares, científicos e de qualquer outro assunto, havendo também jornais, jôgo de armas e de todos os permitidos por lei.
Aceite a proposta pela corporação, nomeou o chefe da mesa preparatória, da qual tomou a presidência, a fim de imediatamente se proceder por escrutinio à eleição dos oficiais que deviam elaborar o projecto de estatutos para o referido Grémio. Recolhidos os votos, foram eleitos: presidente, o capitão Manuel de Azevedo Coutinho (na imagem), vogais, o tenente Henrique Augusto Dias de Carvalho e o Alferes Rafael das Dores, sendo este o secretário. Nomeada a comissão, ficou logo convencionado que podiam ser sócios do Grémio todos os oficiais do exercito, marinha, reformados e aspirantes. Em seguida o presidente deu a mesa por dissolvida e encarregou a comissão de fazer convidar para sócios todos os oficiais nas circunstâncias acima, sendo estes os fundadores, os quais avisariam para as sessões em que forem presentes os estatutos, e assim terminou esta reunião do dia 20 de Abril de 1870. Ass) – Domingos José d’ Almeida Barbosa – tenente-coronel.”
Os primeiros estatutos do Grémio Militar foram aprovados pelo Governo a 24-01-1871 e publicados a 31 do mesmo mês no “Boletim de Macau e Timor”.

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