The Fortaleza da Barra was one of the fortresses built in the 17th century by the Portuguese to defend Macau against hostile European nations and local pirates. One hundred years later a chapel was built within its walls and dedicated to Saint James, the patron saint of the Portuguese garrison. Today, much of the fortress and the Chapel have been preserved as part of the Pousada de São Tiago.
The small Chapel, erected in the Barra Fort in 1740, was dedicated to St. James, the saint adapted by the Portuguese army, and the statue above the altar depicted St. James in military uniform. He wears high boots and the soldiers at the fort believed that at night he would leave the Chapel and patrol the ramparts, to inspect his troops. In the morning, legend says, there would be mud on his boots, so a soldier was assigned to polish them each day. On one occasion, it is said a lazy soldier was hit on the head by the saint. To this day, his feast is celebrated at the Chapel on the 25th of July every year. In 1978, the Chapel was restored and the statue of St. James cleaned and painted. As in the past, it became an integral part of the main building, adjoining the reception area and cocktail lounge.

Fortaleza de São Tiago da Barra – também conhecida como Forte da Barra, foi erguida em 1629 no local de uma primitiva bateria, com a função de defesa do ancoradouro interior. Sobre as colinas no extremo sul da península de Macau, constituía-se numa cidadela dentro da cidade. As suas muralhas tinham com seis metros na base, 3,3 no topo, elevando-se a 30 pés de altura. A sua importância estratégica era de tal ordem que nos séculos XVII e XVIII o seu comandante era nomeado diretamente pelo soberano em Portugal e não estava sujeito ao Governador de Macau. O forte passou a contar com uma capela sob a invocação de São Tiago, patrono dos militares, a partir de 1740, quando foi reforçada e ampliada. A sua plataforma principal media 113m x 42m, albergando doze canhões de calibre 24, e quatro de calibre 50, uma cisterna com capacidade para 3.000 litros e instalações para o comandante e 60 soldados. Mais acima na colina havia uma casa da guarda, seis canhões calibre 24 e, ao nível do solo, armazéns para munições e abastecimentos e uma casa espaçosa. Como as demais estruturas defensivas, caiu em ruínas ao longo dos séculos até que, durante a Segunda Guerra Mundial os antigos canhões foram vendidos para adquirir arroz para alimentar os refugiados de Hong Kong e da China.

Ao longo dos anos o forte foi gradualmente demolido para construção de estradas e a partir de 1976 deixou de ser utilizado pela Polícia Marítima. O Departamento de Turismo do Governo de Macau recuperou-o e requalificou-o como pousada, a “Pousada de São Tiago”, inaugurada em 1982. Os visitantes podem conhecê-la e visitar a capela em seu interior, onde se destacam a imagem da Virgem e a do padroeiro. Segundo uma lenda local, a estátua do santo patrulhava o forte de noite, pelo que de manhã as botas estavam enlameadas, havendo um soldado destacado para as limpar. Um dia o soldado ter-se-ia esquecido de o fazer, tendo sido atingido na cabeça pela espada do santo.
Anúncios