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«Amor no Rio das Pérolas» é o mais recente livro de Marta Curto, que viveu em Macau pouco antes de 1999.
A história do romance remete-nos para 1850. A história começa com Francisco, filho do comandante Francisco d´Assis e Silva, que ficou órfão aos cinco anos, enquanto Vitória é abandonada à nascença na Roda da Santa Casa da Misericórdia de Macau. O destino dos dois cruzar-se-á e assistiremos, pouco a pouco, ao nascer de um amor profundo.
Mais de um século depois, Sofia, filha de portugueses, descobre o diário deixado por Francisco numa capela e encanta-se com a história. Um romance cheio de encontros e desencontros que retrata Macau a dois tempos, o do século XIX e o dos dias de hoje.
“Eu cheguei a Macau dois anos antes da transferência. Aconteceu ir parar aquele canto do mundo. (…) A vontade de escrever um livro sobre o território chinês foi imediata, nem que seja porque, escrevendo, entendia melhor o que via. Macau é um sítio muito peculiar, cheio de contrastes e de entrelinhas que, embora pareçam não ter nada a ver umas com as outras, acabam por se juntar na personalidade da cidade. (…)
Existiu de facto um Francisco e uma Vitória? Ou são personagens ficcionais?
“Existiu o filho do comandante Francisco d´Assis e Silva, morto na explosão da fragata d. Maria II, em 1850, ao largo da Ilha da Taipa, pertencente ao território de Macau. O rapaz, menino ainda, ficou órfão e mais a história não diz. A Vitória… acredito que tenham existido muitas Vitórias, largadas na Roda da Santa Casa da Misericórdia. Mas esta é só do «Amor no Rio nas Pérolas”.
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