Janeiro 2010


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Ao longo dos anos tenho encontrado diversas referências a este fotógrafo de Macau na transição do século 19 para o século 20. Graças a esta fotografia pode-se finalmente concluir que a designação corecta do seu nome é Man Foc, e não Man fook ou Man Took como aparece em muitos documentos que tenho pesquisado. O estúdio de fotografia ficava no Largo da Caldeira, no Porto Interior.
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Quase 100 anos separam estas duas fotografias

Fotografia de Man Fook da série “levantamento arquitectónico português em Macau” muito provavelmente efectuado na década de 1920/30

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A antiga Escola Comercial Pedro Nolasco, de 1966, onde actualmente funciona a Escola Portuguesa em Macau, é, segundoos entendidos, o melhor da obra de Raul Chorão Ramalho (1914-2001), um dos melhores arquitectos portugueses do século XX.
Das suas obras fazem parte hospitais (Viana do Castelo, Beja), centros de Seguranca Social (Funchal, Setúbal, Angra), embaixadas (Brasília), hotéis (Funchal, Alentejo), centrais hidroeléctricas (Madeira) e muitas, muitas obras de habitação, comércio, infra-estruturas (e várias delas em Macau).
O edifício da escola é um dos melhores exemplos da arquitectura moderna de Macau construída no século XX, e um dos melhores representantes da chamada “arquitectura cívica” e urbana dos anos 1960-70, do Sul da Ásia – como foi bem apresentado na conferência promovida pela ARCASIA em Dezembro de 2004, em Macau. Encontra-se em muito bom estado de conservação e uso, tendo sido restaurado em 1998-99 com ampliação das suas instalações.

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Devido à degradação do antigo edifício construído em 1925 na Rua D. Belchior Carneiro, em 1998, o Lar da Nossa Senhora da Misericórdia foi reconstruído.

O novo Lar da Nossa Senhora da Misericórdia começou, em 21 de Junho de 2000, a prestar serviço de acolhimento. Com o encerramento, no mesmo ano, do Albergue da Santa Casa da Misericórdia, os seus utentes passaram para o novo Lar. O equipamento reconstruído, cuja fachada representa a do antigo lar, dispõe de espaços destinados aos usos específicos, designadamente, secretaria, cantina, cozinha, capela, sala de fisioterapia bem apetrechada, sendo o novo edifício de 5 pisos destinado ao acolhimento dos idosos de ambos os sexos. São os destinatários do lar os idosos desamparados ou que lhes falta suporte de familiares ou amigos, e cujas necessidades não podem ser respondidas por outros meios sociais a não ser o internamento em lar, cujos serviços compreendem serviço de acolhimento permanente, cuidados normais à vida quotidiana e à saúde, actividades de convívio e outros serviços sociais.

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Augusto Cabrita (1923-1995), fotógrafo e cineasta de renome internacional. Ganhou variados prémios nacionais e internacionai, na Europa, Brasil e Oriente. Trabalhou para a Televisão e para o Cinema, tendo ganho o prémios com as curtas-metragens “Macau” e “Improviso Sobre o Algarve” (Prémio Internacional de TV de São Paulo), em 1961. Duas fotos de Augusto Cabrita aquando da sua passagem por Macau na década de 1960 Augusto Cabrita efectuou várias missões no Oriente na década de 1960, tendo passado pela Índia e por Macau. Para além do cinema dedicou-se tambném à fotografia. Em 1983 realizou-se uma exposição intitulada “Impressões do Oriente”. Publicou diversas reportagens no “Século Ilustrado”.

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Convento S. FranciscoHá mais de quatro séculos foi construído pelos espanhóis um convento onde hoje existe o Museu das Forças de Segurança de Macau. Os portugueses transformaram o convento em quartel, tendo sido criadas aí uma fortaleza e uma bateria. Durante a administração do território de Macau pelos portugueses, esta construção era usada pelo Comando Territórial Independente de Macau (CTIM), ou seja, um órgão de comando militar. Depois de ter sido retirada, em 1975, a tropa portuguesa que foi destacada em Macau, passou a ser o edifício das Forças de Segurança de Macau.
TRANSFORMANDO O CONVENTO EM QUARTEL
Frades castelhanos fundaram o Convento de S. Francisco, inaugurado a 2 de Fevereiro de 1580. A estrada e o jardim tomaram também o nome do santo titular do convento, mas os chineses ainda hoje os lhe chamam “ dos castelhanos ”. Em 1861 o governador Coelho do Amaral mandou demolir o convento e construir, para o batalhão de primeira linha, um quartel que o destacamento ocuparia a partir de 30 de Dezembro de 1866. O quartel foi reconstruído em 1937.

ARTIGOS TRANSFERIDOS PARA AS IGREJAS

Após a demolição do convento de S. Francisco, de toda aquela grandiosa fábrica – convento e igreja – hoje nada resta senão o nome de S. Francisco dado ao quartel, ao jardim contíguo e a uma estrada da Solidão. O recheio da igreja de S. Francisco – imagens e alfaias – foi dali transferido, parte para a Sé e parte para S. Domingos ; o altar do Crucifixo foi para a igreja do Seminário de S. José, onde ainda hoje se encontra, bem como umas pilastras que sustentam o coro; quanto às alfaias e objectos da Confraria de N. Sra. dos Anjos foram, em 1872, para a igreja de Sto. Agostinho.
Fortaleza de S. Francisco e Bateria rasante 1.º de Dezembro em 1880;
imagem publicada na revista TA-SSI-YANG-KUO, de J. F. Marques Pereira,
Série I – Vol. II de 1889
FINS MILITARES DA FORTALEZA DE S. FRANCISCO
No passado, acomodando várias fortalezas, a fortaleza de S. Francisco tem demonstrado função primordial para fins militares.
Em 1601 foi iniciada em Macau a fortificação pelos portugueses. Em 1613 foi construído o baluarte da Barra, que é a mais antiga fortificação de Macau. Em 1622 havia então uma bateria no ponto onde hoje existe o forte de Santiago da Barra, outra em São Francisco e uma terceira em Bomparto. Na mesma altura foram mencionadas : Fortaleza de N. S.ª do Monte de S. Paulo, depois fortaleza de S. Paulo ; Forte de N. Sr.ª da Guia ; Forte de Patane e Forte de N. Sr.ª da Penha de França.
A primitiva fortaleza de S. Francisco tinha um plano irregular, a fim de seguir os contornos da base de apoio onde estava localizada. A fortaleza sofreu alterações depois de 1775, e a mesma posteriormente edificada em 1864 tinha uma forma mais regular. Em 1872 foi desenvolvida uma fortificação costeira situada precisamente abaixo da fortaleza de S. Francisco, designada por Bateria 1.º de Dezembro, para controlar, assim, tanto a navegação entre Macau e a Taipa, como a aproximação do Porto Interior. Mas tudo isto desapareceu quando começavam os trabalhos de aterro em 1921.

CANHÕES E PAIOL
A fortaleza de S. Francisco tinha seis aberturas para seis armas de bronze e dois pequenos torreões de observação no cimo das muralhas de Leste e Oeste. Na base da fortaleza havia um reduto, construído em 1623, que se projectava para o mar e que tinha apenas uma abertura para a maior peça de artilharia de Macau – uma colubrina que disparava tiros de balas de ferro de 16kg com um alcance de 2,5km. Em 1745 a fortaleza de S. Francisco tem sete peças e um paiol do lado esquerdo.
Texto do site da Direcção dos Serviços de Forças de Segurança de Macau

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Para além de informação avulsa sobre o tema, existem pelo menos duas obras de referência. A saber:
“Os Militares em Macau”, publicada pelo Comando Territorial Independente de Macau, em 1975, da autoria do Pe. Manuel Teixeira;
“Unidades Militares de Macau”, de Armando A. Azenha Cação, edição das Forças de Segurança de Macau, 1999.

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