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A imagem represneta aquilo que, tudo indica, deverá ter sido, um envelope/impresso tipo do Ministério das Colónias para correio oficial.
Devido a eventual urgência na sua entrega, terá sido tomada a opção de envio por uma via mais rápida do que seria a do correio normal da época, isto é, a via marítima onde demorava cerca de 45 dias, no mínimo.
O envelope foi transportado em mão (por via marítima ou por comboio) até Amsterdão, na Holanda. Aí foi enviado por via aérea em correio registado no dia 21 de Janeiro de 1935, em “Van Eeghenstraat”.
Onze dias depois, a 1 de Fevereiro, passa no correio de Singapura. A partir de Singapura deve ter sido transportado por via marítima. Chega a Hong Kong e a Macau, seis dias depois, a 7 de Fevereiro.
No total, a carta demorou 17 dias de Amesterdão a Macau. A esta duração do transporte deverão ser adicionados três dias de viagem entre Lisboa e Amesterdão para se comparar com a duração por via marítima: uma redução de, pelo menos, 55%.
Em 1935 a companhia aérea holandesa KLM, que existia desde 1919 com esta designação, efectuava um serviço regular de voos bissemanais da Europa para o Extremo Oriente. Estes voos ligavam desde 1929, Amesterdão a Batávia, capital das Índias Holandesas, actual Indonésia. Na Europa desse tempo só mais outra companhia aérea, a inglesa Imperial Airways, tinha voos de Londres para tão longínquos lugares. Porém, não assegurava um serviço postal ordinário (o que só veio a ocorrer em 1937) e os passageiros tinham de viajar de comboio entre Paris e o Mediterrâneo.
Assim, em 1935 a opção pela KLM impunha-se naturalmente para o correio aéreo europeu com destino ao Extremo Oriente.
PS: a partir de pesquisas de António Abreu publicadas no boletim do Clube Filatélico de Portugal
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