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A igreja primitiva foi construída por frades agostinhos espanhóis em 1586 e confiada aos portugueses três anos depois. O edifício actual data de 1814 e tem um interior espaçoso com três alas separadas por colunas. O altar-mor, coberto de mármore, tem uma imagem de Cristo crucificado.
Conta-se que, quando esta imagem foi levada para a Sé Catedral pelas autoridades religiosas, voltou depois, misteriosamente, ao altar da Igreja, pelo que ainda hoje se realiza ali a procissão do Senhor dos Passos no primeiro domingo da Quaresma. A imagem é levada para a Catedral onde fica uma noite e, no dia seguinte, passa em procissão, pelas ruas da cidade, em via-sacra; depois, com grande acompanhamento do Clero e centenas de fieis, volta a Sto. Agostinho.
Depois da expulsão dos agostinhos em 1712, a procissão do Senhor dos Passos foi cancelada. Nessa época houve uma grande escassez de alimentos e a população chinesa, associando os dois acontecimentos, pediu que “o homem com a cruz” viesse de novo às ruas. Quando a Igreja concordou, acabou a falta de alimentos.
Entre os alí sepultados está Maria de Moura, uma heroína romântica que, em 1710, casou com o capitão António de Albuquerque Coelho apesar de este ter perdido um braço quando atacado por um pretendente de Maria mal sucedido. Ela morreu de parto e jaz, ali, com o menino e o braço do marido.
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