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Macau e a Escola Naval do Alfeite têm algo em comum: os oficiais da armada portuguesa que, com maior ou menor impacte, de alguma maneira contribuíram para a sobrevivência da identidade do território. Em sua homenagem, a escola decidiu criar a Sala de Macau a 14 de Dezembro de 1993 (na sala dos Professores).

A Sala Macau fica no piso superior do edifício principal da escola do Alfeite e inclui um vasto espólio de peças artístico-documentais. Entre estas peças destacam-se o bariciclinómetro, que serve para prever e analisar a evolução dos tufões; uma réplica de um junco de pesca com cerca de um metro da proa à ré; entre outros.
No Alfeite formaram-se sucessivas gerações de oficias, muitos deles com carreira ligada a Macau. Basta ver a toponímia do Território para verificar isso mesmo ou então consultar o livro do Monsenhor Manuel Teixeira “Marinheiros Ilustres Relacionados com Macau”. Nesta obra há referência a 66 marinheiros que pela sua acção se destacaram. Destes, oito ex-alunos foram governadores: Martinho Queirós Montenegro, Álvaro de Melo Machado, José Carlos da Maia, Gabriel Maurício Teixeira, Albano Rodrigues de Oliveira, Joaquim Marques Esparteiro, Pedro Correia de Barros e Vasco de Almeida e Costa.
NA: Texto elaborado a partir de um artigo da autoria de Eduardo Tomé publicado na Revista Macau em 1995.
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