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“Vivi, com os meus pais e irmãos, em Macau de 1952 até 1958. Só lá voltei em 2006 e, apesar de saber que muito havia mudado, o meu espanto foi enorme. Reconheci sitios, cheiros e o que mais me deu prazer foi ter visto a casa onde vivemos na Taipa. Hoje, é uma das cinco casas museus!”
Estas casas foram construídas em 1921 para residência dos funcionários superiores das Ilhas, oriundos de famílias macaenses. Na década de 80, os Serviços de Turismo de Macau recuperaram-nas e, em finais dos anos 90, foram alvo de profundas obras de restauro devido ao seu valor arquitectónico e transformdas nos seguinte espaços museológicos: Casa Macaense, Casa das Ilhas, Casa das Regiões de Portugal, Casa para Exposições e Casa de Recepções. As Casas-Museu da Taipa foram inauguradas em 5 de Dezembro de 1999 sendo, actualmente, administradas pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.
Helena Oneto é filha de Joaquim Humberto da Silva Porto Oneto (na imagem com o filho Bebé na casa da Estrada da Vitória), oficial de Artilharia. Helena vive em Paris há mais de 30 anos.
“Tenho una vaga ideia da nossa casa da Estrada da Vitória mas lembro-me muito bem dos tufões (do chinês tai-fung) que por là passaram! Voava tudo até as cadeiras em ferro do jardim! As enormes árvores de cânfora que bordavam a casa, partiam-se ao meio deixando um cheiro que tanto gosto e que ainda hoje guardo. Também me lembro muito bem dos casacos de seda muito quentinhos que a Isabel e eu temos vestidos (a foto está muito estragada mas é a única que tenho). O meu era verde e o da minha irmã amarelo. Estes casacos foram a unica chinesice que tivemos!”
Helena com o irmão
“Nesse 8 de Maio de 1953 festejaram-se três aniversàrios d(a)os noss(a)os amig(a)os do colégio. Dois fizeram 2 anos e o terceiro 3. O meu irmão António (o primeiro à esquerda) tinha feito 3 anos no dia 5. O Bébé (no fundo à direita e ainda ao colo) não tinha ainda 1 ano. A minha irmã Isabel e eu (que ia festejar os meus 4 anos no dia 16) andávamos sempre vestidas de igual. Mais tarde, bem tentámos protestar e apesar das “cenas incríveis” que eu fazia, andàmos, até aos 10 anos, sempre de igual.”
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