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Segundo o M. Manuel Teixeira esta estátua esteve durante séculos na Fortaleza da Guia perto dum local onde se encontrava o sino. Terá sido retirada dali por volta de 1928. Ninguém sabe muito bem e com exactidão a sua origem. São várias as explicações para o que a estátua representa: um militar que poderá ter sido o comandante do aquertalamento no séc. XVII ou um militar holandês feito prisioneiro nos ataques de 1622. Certo é que se tratava de uma estátua de granito e que, não obstante os cerca de 1,20 m de altura, terá desaparecido do Museu Luís de Camões. Diz ainda o M. Manuel Teixeira no livro Os Militares em Macau que a estátua apareceu enterrada no lodo com mais outras peças em 1960 junto ao forno crematório da ilha Verde. O Gov. de então, Silvério Marques ordenou a sua transferência para a Fort. do Monte donde passou depois para o Museu Arqueológico das Ruínas de S. Paulo. “No dia 3 de Dezembro de 1966, os chinas desordeiros decapitaram o pobre holandês, levando-lhe a cabeça, que mais tarde foi achada por uma funcionário das Obras Públicas no esgoto da Calçada do Botelho; o corpo ficou nas Ruínas. O Sr. Alfredo Almeida compadeceu-se do homem e levou o corpo para o jardim da Flora; a seguir colocou-o na Fort. do Monte, mas já despareceu de lá.”
Baseado na obra Os Militares em Macau do M. Manuel Teixeira com edição de 1976.
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