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“N.a S.a Madre de Deus” (1638-1644) — Naveta que fez algumas viagens à Índia. Em 1644 largou de regresso ao Reino, levando a notícia da aclamação de D. João IV em Macau. Naufragou no Cabo da Boa Esperança.
“N.a S.a da Conceição e S. Bernardo” (1642-1643) — Naveta de cerca de 200 t. Em viagem de Macau para Goa foi tomada pelos holandeses, perto de Malaca, em Janeiro de 1643.
“Santa Ana e S. Joaquim” (1711-1718) — Nau que em 1711 largou para Macau por conta de particulares e regressou ao Tejo em 1718.
“S. Paulo” (1667-1700) — Fragata que também dava pelo nome de S. Pedro e S. Paulo. Tomou parte na expedição contra Mascate em 1667. Em 1685 fez viagens a Goa e a Macau.
“Ulisses” (1807-1810) — Galera que em 1807 foi armada em fragatinha em Macau. Naquele ano combateu os piratas chineses como navio-chefe duma pequena esquadra
“D. Maria II” (1831-1850) — Navio mercante inglês de 900 t comprado por D. Pedro em Inglaterra para a esquadra liberal em 1831. Armou em fragata de 44 peças. Tomou parte nas lutas liberais no mar na esquadra liberal. Em 1850 perdeu-se por explosão do paiol da pólvora na ilha da Taipa, em Macau.
“Íris” (1843-1853) — Corveta de 24 peças que foi lançada à água em Lisboa em 6 de Novembro de 1843. Em 1846 largou para a Estação Naval da América do Sul e em 1850 para a Estação Naval de Macau. Em 1853 desarmou por incapaz. Em 1853 foi desmanchada por inútil na Azinheira. A corveta Sá da Bandeira rumou para Macau em 1866, a Duque de Palmela em 1870.
“Princesa Carlota” (1807-1810) — Brigue de 120 t e 12 peças que foi mandado construir pelo Senado de Macau em 1807. Em 1809 e 1810 combateu piratas chineses incluído em forças navais de Macau. Tal como o Belizário de 1809-1810, o Inconquistável, Palas, Indiana, S. Miguel,
“Camões” (1865-1876) — Canhoneira de madeira de 136 t da província de Macau que foi mandada construir em 1864. Era escuna de vapor que em 1874 passou ao serviço da Armada como canhoneira. Prestou serviço em Macau e na China. Em 1876 foi mandada passar ao estado de desarmamento, sendo vendida no mesmo ano.
“Tejo” (1869-1898) — Canhoneira de madeira de 587,4 t de deslocamento que foi lançada à água em Lisboa em 15 de Março de 1869. Prestou serviço na Guiné, Cabo Verde, Macau, Timor, Angola e Moçambique. Em 1898 passou ao estado de desarmamento, sendo abatida em 1900.
“Rio Lima” (1875-1910) — Canhoneira de ferro e madeira de 638 t que foi lançada à água em Inglaterra em 3 de Julho de 1875. Armou com três peças e duas metralhadoras. Prestou serviço em Cabo Verde, Angola, Ajuda, Guiné, Moçambique, Macau e Índia. Em 1889 largou de Macau em visita ao Japão. Em 1909 foi mandada passar ao estado de completo desarmamento, sendo abatida em Macau em 1910 e ali vendida.
“Rio Tâmega” (1875-1909) — Canhoneira idêntica à Rio Sado que foi lançada à água em Inglaterra em 15 de Novembro de 1875. Era do sistema composite. Armava com cinco peças. Prestou serviço em Cabo Verde, Angola, Ajuda, Macau e Moçambique. Em 1904 passou ao estado de completo desarmamento e foi mandada abater em 1909.
“Mandovi” (1879-1909) — Canhoneira de ferro e madeira de 462,265 t de deslocamento, idêntica à Bengo, que foi lançada à água em Inglaterra em 16 de Agosto de 1879. Armou com três peças. Prestou serviço em Macau, Moçambique, Angola, Ajuda, Guiné, Cabo Verde, Açores e Índia. Em 1908 passou ao estado de completo desarmamento, sendo mandada entregar à província de Moçambique no ano seguinte.
“Bengo” (1879-1905) — (na imagem) Canhoneira de ferro e madeira igual à Mandovi que foi lançada à água em Inglaterra em 23 de Agosto de 1879. Prestou serviço em Angola, Guiné, Moçambique, Macau, Timor e Índia. Em 1905 foi abatida ao efectivo e passou a navio-depósito da Divisão Naval de Moçambique.

“Liberal” (1884-1910) — Canhoneira de ferro e madeira de 558 t de deslocamento construída em Inglaterra em 1884. Prestou serviço em Angola, Ajuda, Moçambique, Índia, Macau e S. Tomé. Em 1910 perdeu-se por encalhe perto do Ambriz.

“Zaire” (1884-1916) — Canhoneira de ferro e madeira de 558 t que foi construída em Inglaterra em 1884. Prestou serviço em Angola, Moçambique, Índia, Guiné e Macau.Em 1916 foi mandada passar ao estado de completo desarmamento.
“Diu” (1889-1913) — (na imagem) Canhoneira de madeira de 729 t de deslocamento que foi lançada à água em Lisboa em 27 de Agosto de 1889. Prestou serviço em Macau, Japão, Timor e Moçambique. Tomou parte na campanha contra o Gungunhana. Serviu na Índia. Em 1913 foi dada por inútil.

“Rainha D. Amélia” (1899-1915) — Cruzador de aço de 1683 t de deslocamento que foi lançado à água em Lisboa em 10 de Abril de 1899. Em 1910, depois da implantação da República, passou a chamar-se República. O armamento principal era de peças de 15 cm e dispunha de dois tubos de lançamento de torpedos. Tomou parte em várias manobras navais e prestou serviço na Divisão Naval de Angola e na Estação Naval de Macau. Em 1910 fez uma comissão ao Japão. Em 1915 encalhou e perdeu-se próximo de Peniche.
“Pátria” (1903-1931) — Canhoneira de aço de 636 t de deslocamento que foi lançada à água em Lisboa em 27 de Junho de 1903. Em 1905 largou para a Divisão Naval de Angola e no mesmo ano fez uma viagem ao Brasil. Em 1908 largou para a Estação Naval de Macau, onde prestou longo serviço. Tomou parte na repressão da revolta de Timor em 1912. Em 1930 foi mandada desarmar e passada ao estado de completo desarmamento no ano seguinte, em Macau.Foi vendida naquele ano à China.
“Macau” (1909-1945) — Lancha-canhoneira de aço de 135 t métricas construída em Glasgow e lançada à água em Kowloon em 7 de Julho de 1909 para serviço em Macau. Montava duas peças H. e três metralhadoras. Os hélices trabalhavam em túnel. Desempenhou várias comissões nos mares da China, até ser tomada pelo Japão em 1945.

Estes são apenas alguns exemplos de embarcações ‘com ligação a Macau’ e que estão no “Catálogo dos Navios Brigantinos (1640-1910)” da autoria do Comandante António Marques Esparteiro, publicado pelo Centro de Estudos da Marinha em 1976.
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