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Estas casas em tom esverdeado – o que usava na época mesmo em Macau, enquadrava-se na paisagem verdejante e tornavam-nas mais frescas face à exposição solar – foram construídas em 1921 para residência dos funcionários superiores das Ilhas, oriundos de famílias macaenses. Têm traços de arquitectura portuguesa com uma ou outra adaptação a Macau.
Na década de 80, os Serviços de Turismo recuperaram-nas e, em finais dos anos 90, foram alvo de profundas obras de restauro devido ao seu valor arquitectónico e transformadas  em espaços museológicos: Casa Macaense, Casa das Ilhas, Casa das Regiões de Portugal, Casa para Exposições e Casa de Recepções. A abertura ao público ocorreu a 5 de Dezembro de 1999.
Na última imagem pode perceber-se porque se chamava Avenida da Praia à zona onde foram construídas. Dos aterros do Cotai já no século XXI só restou uma pequena nesga de área fluvial frente a estas casas que não pude visitar em 2009 já que estavam em fase de reparações.

A 15 de Janeiro de 1921 inicia-se a construção de casas de habitação para funcionários públicos na ilha da Taipa. Foi por “arrematação em hasta pública” conforme B.O. nº2 desse ano.
Foto publicada no “Anuário de Macau” de 1927:
ao fundo à esq. a Igreja de N. Srª. do Carmo.
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