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Desenho/esboço do que terá sido a zona envolvente daquilo que é um dos ex-libris da Macau, a fachada das Ruínas da Igreja da Madre de Deus, ‘colada’ ao Colégio dos Jesuítas de S. Paulo, daí que tenha ficada para sempre conhecidas por Ruínas de S. Paulo. É curioso verificar como uma expressão que fica para a história não corresponde à realidade, à verdade. No desenho vê-se bem a escadaria – são 68 degraus – e os edifícios anexos à igreja que nos primeiros anos serviu de cemitério dos jesuítas.
Desde a sua construção (primeiro em taipa e madeira) – cerca de 1565 – e até praticamente ao século XX, este conjunto arquitectónico ligeiramente abaixo da cota da Fortaleza do Monte (que começou por ser a residência dos primeiros Governadores de Macau), dominava em termos de perspectiva sobre toda a cidade.
Sofreu vários incêndios, o primeiro dois quais em 1595, pelo que viria a ser reconstruída. A pedra que ali foi colocada e que ainda hoije pode ser vista – in loco e na imagem – testemunha esse facto: “Ano de 1602, Macau dedica à Santíssima Virgem Maria”
Em 1835, entre as 18 e as 20h15, um violento incêndio, iniciado nas cozinhas do Colégio, alastrou-se rapidamente e destruiu por completo o Colégio e a Igreja. Apenas a grandiosa fachada de granito escapou à destruição. Caprichos da natureza para uns, desígnios superiores para outros. A Igreja nunca mais foi reconstruída.
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