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Santa Sancha Palace is a mansion in Macau. It was built in 1846 as a private residence by a macanese architect Thomaz de Aquino. Santa Sancha Palace comprises a two-storey building with a symmetrical front. The building is painted red and has white windows. Santa Sancha Palace is surrounded by a European style garden. From the upper floor balcony, one can see Praia do Bom Parto Bay and Taipa Island.
After changing hands a few times, Santa Sancha Palace was acquired by the Portuguese colonial government in 1926, and converted into Governor Artur Tamagnini de Sousa Barbosa’s official residence in 1937 and until 1999. The Government House at Santa Sancha is now a state guest house.
No número 6 da Estrada de Santa Sancha fica o palacete com o mesmo nome. Rocha Vieira foi o último Governador dos tempos da administração portuguesa a lá viver. Em 2010 o chefe do executivo da RAEM também decidiu ali fixar a sua morada. Construído em 1846, o Palácio de Santa Sancha está classificado como edifício de interesse arquitectónico. É da autoria do arquitecto macaense Thomás de Aquino. começou por ser uma mansão residencial até que em 1926 foi comprada pelo Governo de Macau. Em 1937 o Governador Tamagnini Barbosa (no seu terceiro e derradeiro mandato) mudou-se para ali pela primeira vez. Até então os Governadores não tinham uma residência própria.
Serve este pequeno texto apenas para dar introdução a um artigo do meu amigo Luís Machado sobre o Miradouro de Santa Sancha…
Actualmente, o miradouro de Santa Sancha será mais um “mira terraços com roupa a secar” do que propriamente um local de bela vista para a baía da Praia Grande ou para a ilha da Taipa como outrora, quando era um local onde pares de namorados trocavam beijos, promessas e muitas carícias. Um local bem romântico e aprazível que a construção civil e os lucros rápidos desfizeram para sempre.
Em tempos idos, era nesse local que fazíamos as nossas pistas de ciclismo ou, como por graça chamávamos, o nosso circuito da Guia privativo para máquinas a pedais.
Pois, com as nossas “potentes” duas rodas, girávamos em contra-relógio naquele pacato local onde não se via vivalma, muito menos circulavam automóveis!
Na verdade, foi uma pena terem autorizado, em finais dos anos 70 (do século passado), os dois ou mais andares, acima da cota do jardim, que vieram a obstruir as lindas vistas que a paisagem naquele sítio oferecia! Era de facto um verdadeiro Miradouro, belíssimo, e em boa verdade se diga, que hoje lhe devia ser retirado esse título, pois os terraços circunvizinhos nada têm de bonito para serem observados, quanto mais mirados!
Bem ao lado deste então dito Miradouro ficava (e fica ainda) o também conhecido bairro das três casas, ou em chinês “sam ka tchün”. Era um “micro” bairro onde viviam seis famílias de funcionários públicos e onde tive o privilégio de morar durante cerca de quatro anos, num amplo rés-do-chão com uma vista maravilhosa para o Rio das Pérolas. Situava-se por cima do antigo Hotel Caravela e da Casa de Lara Reis, hoje a sede da Cruz Vermelha, assim como da residência imponente do Cônsul de Hong Kong (mansão a que o Dr Leal de Carvalho faz referência, nomeadamente à rampa íngreme de acesso onde Irina Ostrakof foi vítima de colapso cardíaco). Este representante da Coroa Britânica muito sofreu nos anos da “guerra do Chau Min” (como assim a apelidou, com muita graça, o nosso querido amigo Alecrim, “guerra’’ esta da qual aguardamos um livro seu, prometido há muito), no pós 123 de 1966, devido aos insultos e provocações de que foi alvo e que o obrigaram a retirar-se para não mais voltar durante muitos e longos anos.
Quando em Setembro de 1967 fomos habitar a casa do meio, a residência do Cônsul, que ficava mesmo por baixo, ainda estava praticamente toda “forrada” a papel com imensos dizeres. Entre eles, distinguiam-se os desenhos dos “Paper Tigers” e coisas do género como os “nossos” guardas vermelhos da revolução cultural de Macau os apelidavam, aos ingleses está claro! Mas, a verdade é que nunca mais o Cônsul foi por aqui visto e a casa ficou totalmente abandonada.
Bem, e a talhe de foice, se repararem, por detrás da colina da Penha está a nascer mais um brutal empreendimento, que não me admira nada que ultrapasse a cota daquela que foi a residência do Bispo de Macau por muitos anos (mas que não é edifício classificado) e a sufoque não tarda muito. Assim sã Macau – Adé Dixit!
Artigo de Luís Machado, Secretario-Geral do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses publicado no Jornal Tribuna de Macau em 2008
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