Outubro 2010


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A propósito do anterior post, aqui fica um artigo da autoria de Henrique Manhão publicado salvo erro em 2009 no Jornal Tribuna de Macau, “um jornal com memória”. O título do post é o do artigo assim como as imagens.
 
O Hóquei em Campo foi talvez a modalidade mais favorita dos macaenses e a que mais prestigiou Macau não só em Hong Kong como em Singapura, na Malásia e no Japão.
A juventude macaense tinha certa queda e gosto pelo esse desporto, introduzido em Macau pelo tenente O’ Costa na década de 1930. Quase todos os jovens tinham um “stick”. Jogava-se o hóquei em campo num terreno baldio ou mesmo na rua, com o apoio dos agentes da policia que fechavam os olhos.
Foi durante a segunda guerra mundial que mais se praticou o hóquei em campo em Macau. Havia um campeonato anual para homens em que participavam nove equipas, das quais o habitual favorito era o Hóquei Club de Macau. Havia outro campeonato de Macau para senhoras.
Assisti a vários encontros em que jogava o Hóquei Club de Macau. Houve um desafio que terminou num empate de 0-0 e nunca vi tanta alegria e aplausos da parte da assistência para o adversário do Hóquei Club de Macau.
Era deveras impressionante ver tantos jovens a praticarem o hóquei em campo à tarde no relvado da Caixa Escolar, nos anos cinquenta e sessenta, principalmente pela malta nova dos Bairros de São Lázaro e do Tap Seac de onde, aliás, apareceram excelentes hoquistas que muito honraram a sua terra natal.
O primeiro “Interport” entre estudantes de Macau e Hong Kong realizou-se em Macau em 1953 e Macau triunfou por 2-0.
Já quanto ao hóquei em campo feminino, não havia muitos praticantes. Só muito mais tarde quando vieram os portugueses de Xangai para se fixarem em Macau é que surgiu o primeiro “encontro entre hoquistas femininas de Macau e Hong Kong. Macau perdeu por 8-0, resultado que espelha como as senhoras estavam ainda pouco aptas.
Albertino Alves de Almeida que fazia parte da equipa de honra do Hóquei Club de Macau, continuou com a tarefa de reorganizar e treinar o grupo de estudantes de Macau e a equipa feminina. Não foi um trabalho muito fácil. Tinha que estar sempre a descobrir novos talentos porque periodicamente os elementos com maior capacidade deixavam Macau.
O mesmo se passava com os rapazes, porque o hóquei em campo era um “hobby”. Quando tinham convites para melhores posições a nível profissional, naturalmente que ninguém olhava para trás e ia tentar ganhar a vida em novos horizontes.
Mesmo assim Albertino conseguiu arranjar um forte grupo novo de rapazes para continuar com o intercâmbio entre estudantes de Macau e Hong Kong e como nessa altura não havia subsídios do governo, a rapaziada quando se deslocava a Hong Kong ia jantar à casa do seu irmão Alberto Almeida.
Devidos aos esforços de Albertino Almeida, também se conseguiu formar uma equipa feminina rejuvenescida, equipa essa que alcançou alguns resultados prestigiantes para Macau frente às suas congéneres de Hong Kong.
Em 1956, foi uma grande pena que Macau não tivesse participado nos Jogos Olímpicos de Melbourne, por decisão do ministro de Educação. Houve uma subscrição pública para ajudar as despesas com a deslocação da equipa de Macau que estava a ser treinada pelo tenente Filipe O’Costa.
Macau fazia parte do grupo que integrava a Índia, njuma altura em que o Paquistão e a India eram consideradas as melhores equipas de hóquei em campo.
Dois anos depois, a famosa selecção de Moçambique de hóquei em patins representou Portugal em Montreux e a Europa pôde apreciar o talento de hoquistas como Adrião, Bouçós, etc.
Nessa altura a população portuguesa de Macau mostrou o seu desagravo através dos jornais locais porque o mesmo ministro de Educação que autorizou Moçambique a representar Portugal não dera a mesma oportunidade a Macau na modalidade mais querida dos jovens locais: o hóquei em campo.
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Há algum tempo que estava para corrigir uma informação colocada num dos primeiros post’s aqui do blog… Várias pessoas já me tinham solicitado a correcção e, em boa hora, o Sr. Albertino Almeida enviou-me mais alguns detalhes que agradeço e partilho agora com todos os leitores do blog. Este é o post a que me refiro: onde se lê selecção holandesa deve ler-se Dutch Hockey Club.

http://macauantigo.blogspot.com/2009/09/holanda-vs-macau-hoquei-em-campo-1950.html

Segundo Albertino Almeida, o Dutch Hockey Club de Hongkong era “um grupo constituido por cidadãos holandeses residentes na então colónia britânica. Esses homens eram quási todos funcionários superiores da «Royal Inter-Oceans Line» uma prestigiosa companhia de navegação holandesa operando em Hong Kong. Macau venceu o encontro por sete bolas a uma mas nada de mérito a registar.O «Dutch Hockey Club» de Hongkong, umas das mais simpáticas equipas que anualmente nos visitavam, brilhava mais no consumo do nosso bom e barato vinho tinto e da nossa apetitosa gastronomia do que no manejo do «stick de hóquei» Assim, no dia do encontro, uma grande parte dos jogadores ainda não estavam completamentamente restabelecidos da «torcida» do dia anterior.”
Mais informações em vários posts utilizando a palavra “rogge” no campo de pesquisa… como neste:
 http://macauantigo.blogspot.com/2009/09/testemunho-de-michael-rogge-1950-e-1961.html

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Esta edição de “Historic Macao” de Montalto de Jesus está à venda num leilão da internet por 4 mil dólares… Para mais informações sobre a obra e o autor consultar este post, por exemplo, existem outros…
http://macauantigo.blogspot.com/2009/10/historic-macao-de-montalto-de-jesus.html
Quem colocou o livro à venda descreve-o assim..

This is something that you will probably never see again on eBay or anywhere else: a 2nd edition copy of “Historic Macao – International Traits in China Old and New” with hand-written corrections for the 3rd edition in the margins and throughout the book by the author himself! C. A. Montalto de Jesus took a paperback 1926 printing of his literary classis, Historic Macao, and made all of the corrections that he intended for the 3rd edition, which never came about because of his passing.
The book is approximately 510 pages with extra pages of corrections inserted throughout the book. There are hand-written everywhere: in the margins; at the tops and the bottoms; in between words and in sentences; everywhere! But it is in very poor condition: the binding is coming apart in most places to the point where you can see the threads; many of the pages are loose and bent at the corners (but not really dog-earred); there are some tears and rips, but surprisingly few considering its age. I have enclosed some pictures so that are representative of what the rest of the book looks like.

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