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No próximo dia 15 de Outubro Henrique Rodrigues da Senna Fernandes completaria 87 anos de uma vida recheada. Este advogado e escritor macaense faleceu em Macau – a sua tera natal ondde gostava do “doce perfume das magnólias” – vítima de doença prolongada. Deixa viúva, sete filhos, nove netos e dois bisnetos.
Nasceu em Macau e ali viveu a sua infância até ter de partir com a família para Cantão aquando da invasão japonesa nos anos 30. Depois do regresso a Macau passou por Portugal onde se estreou na escrita e se licenciou em Direito (Colimbra) em 1952. No retorno à terra natal dedica-se à advocacia e ao ensino.
Paralelamente esteve ligado a actividades de carácter social, cívico, cultural, desportiva: Presidente do Rotary Club de Macau, da Assembleia Geral da Associação Promotora de Instrução dos Macaenses, da Associação dos Advogados de Macau, Director das Bibliotecas “Nacional de Macau” e da “Sir Robert Ho Tung”, do Centro de Informação e Turismo. Foi ainda membro do Conselho Consultivo do Governador de Macau e alvo de várias condecorações.
Para sempre ficarão os seus livros, alguns adaptados ao cinema, os seus ensinamentos enquanto professor (no Liceu Infante D. Henrique) e na Escola Comercial Pedro Nolasco. De personalidade cativante, nos poucos momentos que pude partilhar com ele realço uma das suas muitas qualidades: era um comunicador nato na escrita e na oralidade. Por mim, como “filho da terra” por ligações de alma, resta-me dizer ‘Obrigado, Henrique’!

Foto de Lúcia Lemos publicada no jornal Ponto Final em Junho de 2010



Presidente do IPOR, Rui Rocha
“É uma figura bastante prestigiada da literatura de Macau e é uma grande perda para a cidade” (…) “era atualmente a figura mais importante do panorama literário de Macau em língua portuguesa”.
Cônsul de Portugal em Macau, Manuel Carvalho
“É uma perda para Macau e Portugal, não sei porque ordem porque é importante para ambos” (…)”Espero que os portugueses em Macau continuem à altura de pessoas como Presidente da Casa de Portugal em Macau, Amélia António
“É uma perda para a identidade de Macau porque através da sua acção como professor, escritor e advogado contribuiu para manter a identidade de Macau, para manter a sua diferença”.
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