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Numa altura em que os macaenses da diáspora ‘regresssam’ a Macau – esperam-se cerca de 1500 – para o seu encontro  anual (iniciado em 1993), o 4º sob os auspícios da RAEM, o blog Macau Antigo dá especial atenção às marcas da identidade cultural de uma comunidade ímpar.
Já por variadísimas vezes o “Macau Antigo” tem servido como ‘ponto de encontro’ de pessoas que tendo Macau em comum, pelos mais variados motivos perderam o rasto a familiares e/ou amigos. Desta vez uma leitora da Austrália pede informações sobre Maria Pacheco Borges, o seu bisavô e Beatriz de Almeida.

Sobre M.P.Borges o pouco que sei foi que escreveu em 1974 um livro intitulado “Chinesinha” que teve uma segunda edição em 1995 pelo IPOR e que contou com o prefácio de Maria Ondina Braga (1932-2003). Segundo pude apurar, Maria Pacheco Borges – de alcunha Lolly – nasceu em Macau em 1919 e faleceu em Portugal em 1992. O Capitão José Abelard Borges nasceu em Macau a 28 de Julho de 1861 e casou com Veríssima Eulália dos Remédios. Já o Padre – salesiano macaense – Albino António Pacheco Borges, nascido em Macau a 1 de Julho de 1917 morreu na Alemanha no início de 2008, país onde residia há cerca de 30 anos, trabalhando em Essen como professor de filhos de emigrantes portugueses. Tinha 90 anos de idade.
Quem souber de mais informações agradeço que me façam chegar pelo e-mail: macauantigo@gmail.com

“Li com interesse o seu artigo Escritores de Macau de 22/04/2009 no qual menciona o nome duma prima minha, a Maria Pacheco Borges. Eu gostaria imenso de poder entrar em contacto com ela. Nós temos um avô e bisavô em comum: o Capitão José Abellard Borges que em 1905 era o Comandante Militar em Liquiçá, Timor..Gostaria ainda de saber se a Beatriz de Almeida (filha da prima Armanda Borges Ferreira de Almeida) ainda está viva. Ela vivia com a mãe na Rua Inácio Baptista nos anos 70. Talvez alguém as tivesse conhecido? (…)

Eu (bisneta) ando à procura de qualquer arquivo a respeito do Capitão Jose Abellard Borges, que se presume ter falecido durrante a Guerra de Manufahi. Uma das razões é porque estou tentando arranjar a campa dele (muito delapidada) no Cemitério de Santa Cruz e não sei o lugar ou data de nascimento e falecimento. Agradeceria imenso se os membros da familia em Macau me pudessem ajudar nesse sentido. A familia talvez tambem gostaria de saber que nos Boletins Oficiais de Timor, está uma menção honrosa do Governador Celestino da Silva na altura que o bisavô ainda era Tenente. Também achei documentos em quando ele era Presidente da Comissão Municipal de Liquiçá e todos os anos tinha que apresentar ao Governo conta das receitas e despesas dessa Comissão para o “ano económico” de 1902-1903, 1903-1904, 1904-1905, etc. Atenciosamente, Maria de Fátima Oliveira Toms.”
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