Dezembro 2010


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É mais um inédito exlusivo do “Macau Antigo” a encerrar com ‘chave de ouro’ 2010 e dois anos de existência do blog. Obrigado Reinaldo… por partilhar as memórias da sua infância em Macau!Votos de um próspero 2011 para si e para todos os ‘visitantes’ que já são quase 220 mil!

“Li com muito interesse o texto de Leonel Barros, e a propósito do parágrafo em que fala das festas de Natal na  escola infantil D. José da Costa Nunes, que eu frequentei, envio 4 fotografias: as duas primeiras estão datadas de 23/12/1955 (as mais estragadas) e as outras duas não têm data, mas são anteriores a 55, eventualmente de 1953.”
Reinaldo Amarante

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1-12-1982

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Ben Hall, à esquerda, de t-shirt castanha
Av. Conselheiro Ferreira de Almeida

Hotel  Lisboa
 

Taipa: ao fundo o cineteatro 

Ben Hall tinha apenas 7 anos quando visitou – juntamente com os pais – Macau pela primeira vez. Foi no Verão de 1979 que aconteceu a viagem da vizinha colónia britânica.
Segue-se o seu testemunho e as suas fotos. Obrigado!
Those photos were taken by my father. He was an architect for the Hong Kong housing authority. This was the first time we visited Macau and my father was interested in the older buildings. From my point of view, aged 7, it was a little like visiting part of Europe. So different from Hong Kong in many ways. It was the first time I tasted sparkling white wine.

Ben Hall, West Sussex, United Kingdom in December 2010

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“A quadra festiva do Natal era assinalada, como de costume, com a tradicional Missa do Galo nas igrejas, exposição de presépio e a presença de árvores de Natal nas escolas e instituições de caridade. As igrejas paroquiais de Macau e as restantes enchiam-se de fiéis, na noite de 24, para a tradicional Missa do Galo, umas cantadas e outras rezadas. As missas eram acompanhadas de cânticos próprios da quadra. (…)
As congregações marianas concentravam-se na Igreja de São Domingos, onde assistiam à missa, que era acompanhada de cânticos. Nesta igreja, como nas restantes, havia uma grande afluência de fiéis à mesa da Comunhão e à cerimónia de ‘beijar o Menino Jesus’.
Em várias escolas, oficiais e particulares, faziam-se festas de Natal, com distribuição de prendas aos seus alunos. Na escola infantil D. José da Costa Nunes havia também uma festa. As crianças desta escola levavam a efeito um engraçado programa de variedades, com cantorias e danças, todas vestidas com trajes regionais, e outros entretenimentos infantis de boa disposição e alegria.

No dia 31 de Dezembro, o último dia do ano, era tradição cantar um Te Deum em quase todas as igrejas. O Te Deum dá graças ao Altíssimo por mais um ano que passou e implora ainda a bênção para o novo ano que vai começar e que, na vida da Humanidade, é incógnita difícil de prever ou de calcular.”

in “Igrejas de Macau e Cerimónias Religiosas”, da autoria de Leonel Barros, editado pela APIM, em Novembro de 2010

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1999, Brass Center in a Copper-Nickel ring, 10 Yuan from China
Moeda de 10 Yuan que assinala o regresso de Macau à “Mãe-Pátria” em 20-12-1999

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(,,,) O Natal foi sempre festejado com grande pompa, não faltando famílias que recebessem, em seus verdadeiros solares, todos os seus amigos,, oferecendo-lhes ceias pantagruélicas a que todos assistiam, finda a missa do galo, à qual não faltava um só.” (…)
in “Macau” de Francisco Carvalho e Rêgo, IN., 1950, pág. 87
Largo do Senado no anos 80: foto de Allan Chu
O autor refere-se à realidade de Macau no início do século XX, embora ao tempo em que o livro foi escrito, 1950, pouco se tivesse alterado. Incluindo o hábito de na vasta doçaria da gastronomia macaense colocar à mesa a bebinca (creme de leite de côco tostado no forno) de lei de aqui deixo a receita.
Ingredientes:
1 chávena de maizena / 4 chávenas de leite / 2 chávenas de água de coco / 2 chávenas de açúcar / 6 gemas / 2 colheres de sopa de manteiga / ½ colher de chá de sal.

Bater as gemas com o açúcar, juntar depois os restantes ingredientes e, por fim, o leite aquecido. Levar ao lume para engrossar e depois vazar num “pyrex” e alourar no grelhador do forno.

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