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São três os volumes que a Escola Portuguesa de Macau (EPM) lançou para complementar o seu ensino, adicionando agora a História de Macau e da China ao seu programa curricular. Nos novos livros podem-se encontrar elementos da tradição secular chinesa, marca inerente na narrativa do território; a evolução da presença portuguesa, que se prolongou por mais de quatro séculos, apresentado de modo sucinto e parcelar, e todos os temas que deram luz à Região Administrativa Especial de Macau e que a mantém em efervescência no seu presente.
O projecto foi iniciado em 2006 e tem ao leme Jorge Santos Alves, académico e historiador português, que inspirou a sua criação ao orientar um seminário na Universidade de Macau sobre História do território, deixando uma semente em vários professores da EPM que desde então meteram mãos à obra e coligiram toda a informação possível para levar a bom porto todo o propósito.
Os manuais que suportam a disciplina de História nos três ciclos do ensino básico foram elaborados pelas professoras Clara Fernandes, Deolinda dos Santos e Maria Peres Machado, que com a ajuda de Pedro Xavier, subdirector da EPM, deram vida a um traçado que agora vê a luz do dia.
O esboço do projecto partiu da “necessidade de localizar o ensino da História e de transmitir aos alunos da EPM conhecimentos da História da cidade e do país onde vivem”, assim referiu Pedro Xavier na apresentação, ontem no auditório da EPM. “Era fundamental produzir um trabalho rigoroso, bibliograficamente actualizado e equilibrado, sobretudo porque se tratava de matérias sensíveis e sujeitas a interpretações”, explicou ainda.
Estes volumes que começam a fazer parte do dia-a-dia dos alunos a partir do próximo ano não constituem, como foi revelado, um manual da História de Macau e da China na verdadeira acessão do termo, mas sim um conjunto de temas que se integram no ensino da disciplina, desde o 1.º ciclo ao 9.º ano de escolaridade e que funcionam como ferramentas para uma ligação mais estreita a toda esta matéria, reportada na sua história milenar, rica de contactos ao longo dos tempos e que deram azo a uma “comunidade multicultural vibrante”.
Notícia do jornal HM de 15-12-2010

‘Excerto’ de uma foto de António Falcão

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