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Chegou à Marinha portuguesa em 1897 depois de adquirido a Itália com recurso a uma subscrição nacional. O momento mais emblemático do seu percurso deu-se na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910. Foi a bordo deste navio, fundeado no Tejo, que partiu o sinal que desencadeou a revolução republicana. Este aviso fez-se através do disparo de três tiros das suas peças e constituiu o início de todo um plano, que culminou na implantação da República em Portugal.
Cumpriu variadas comissões em África (Angola e Moçambique) e no Extremo Oriente.
João de Canto e Castro (1862-1934), que viria a ser o 5º Presidente da República, foi nomeado comandante do “Adamastor em 1913. Para tomar posse foi buscá-lo a Macau, fazendo a viagem por terra, utilizando o transiberiano.
Com o golpe de estado 1926 foi enviado para Macau – para reforço da Estação Naval juntamente com o “República”, por causa da invasão da China pelos japoneses tendo socorrido a comunidade portuguesa de Xangai – tendo regressado seis anos depois em muito mau estado e já reclassificado como “aviso de 2ª classe”. Foi abatido um ano depois, em 1933.
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