>

Já desapareceram do mundo dos vivos mas a sua dedicação a Macau, em diferentes áreas, deixou marcas e os seus pares querem homenageá-los.
Francisco Figueira, Chico, partiu em 2009 depois de viver em Macau mais de duas décadas e de ser uma referência na defesa do património local. Por este dias decorre um abaixo-assinado promovido por Carlos Marreiros para que haja uma rua com o seu nome. “Defensor do património e macaense adoptivo”, olhando para as mãos cheias de anos gastos em Macau, faz todo o sentido que as letras que lhe compõem o nome se fixem numa “rua digna”, diz Carlos Marreiros ao JTM de 9-2-2011 que publicou também esta imagem de ‘Chico’ e Marreiros.

Henrique Senna Fernandes, partiu em Outubro de 2010 e, à semelhança de outras figuras da terra, poderá vir a ter uma estátua em sua homenagem do Jardim das Artes.
A ideia de Carlos Marreiros foi explicada ao Jornal Tribuna de Macau. 
(…) Mereceria uma estátua de bronze. Já o estou a ver sentado num banco do Jardim de Artes…”, idealiza Carlos Marreiros. Henrique de Senna Fernandes, autor de “Amor e Dedinhos de Pé”, deve assim juntar-se a Luís Gonzaga Gomes, Adé dos Santos Ferreira e Camilo Pessanha, todos representados no Jardim de Artes, situado na Av. da Amizade. O arquitecto até já imaginou a posição que Senna Fernandes poderia assumir naquele cenário: “Sentado, a fumar charuto, em tamanho natural ao nível do transeunte. As pessoas poderão sentar-se ao lado e tirar uma fotografia. Com ele a olhar, por exemplo, para o Porto Interior, porque o Jardim de Artes está no enfiamento da última casa dele. Gostava de fazer uma coisa assim”. Miguel de Senna Fernandes aplaude a ideia. “É estupenda, mas será preciso falar também com outros membros da família. De qualquer modo, sabemos que o nosso pai deixou de ser exclusivo e passou a fazer parte do património de Macau”, confessa ao JTM. Também Carlos Marreiros salienta que aquela será mais uma marca da identidade local. (…)
Anúncios