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Depois de 14 edições, Macau foi o destino escolhido para receber em Abril os próximos “Colóquios da Lusofonia”, com a participação de cerca de 50 académicos e estudiosos da Língua Portuguesa. A edição realiza-se de 11 a 15 de Abril no Instituto Politécnico de Macau e conta com uma homenagem especial a Henrique de Senna Fernandes e um roteiro turístico que irá revisitar a Macau dos livros do escritor macaense.

De acordo com o jornal Hoje Macau de 21-2-2011, a Associação dos Colóquios da Lusofonia (AICL) tenciona criar em Macau um centro de estudos permanente sobre o “dóci papiaçam”. Chrys Chrystello, presidente da instituição sem fins lucrativos,
espera concretizar a ideia – que já tem alguns anos – a seguir aos “Colóquios da Lusofonia”. Mas, para tal, ainda é preciso que o encontro no território decorra na perfeição. “Se tudo correr bem, iremos avançar para o centro. Vai depender, sobretudo, dos resultados dos Colóquios e da abertura e do apoio de Macau para tal”, explicou.
Chrys Chrystello viveu quase duas décadas em Macau, aprendeu patuá e pratica-o agora em casa, nos Açores. “Sei contudo que é um dialecto em vias de extinção. Se nada for feito a curto prazo, o patuá estará em extinção”, justificou. O académico acredita que a forte imigração dos macaenses para os Estados Unidos, a Austrália e o Brasil também tem contribuído para o desaparecimento da língua. “Os macaenses que partiram estão a perder as suas características de macaenses. O patuá é um dialecto condenado à extinção. Mas acredito ainda ser possível recuperá-lo e evitar que morra com as gerações que ainda o falam.”
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