Março 2011


>

… com o lançamento das obras “Professora Graciete Batalha”, de António Aresta, e “Meio Século em Macau”, de J. J. Monteiro. 4 Abril, às 18 h. no Instituto Internacional de Macau – Rua de Berlim, Edf. Magnificent Court, Nº240 – 2º (NAPE) 

Anúncios

>

Uma edição rara dos primeiros anos do século XX

>

No dia 7 de Abril, pelas 18 horas, o poeta e investigador António Graça de Abreu apresentará, no âmbito do SPEM –Seminário Permanente de Estudos sobre Macau – um olhar de Macau a partir da China.

O seminário terá lugar na sala de reuniões, no piso 7 da torre B da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL (no recinto principal da Faculdade), em Lisboa.
“Entre Setembro de 1977 e Maio de 1983 vivi em Pequim e Xangai, com curtas estadias em Macau e em Portugal. Na capital trabalhei durante quatro anos e meio com mais de vinte chineses a quem também ensinei Português. Em Xangai casei com uma mulher chinesa em Fevereiro de 1983. Enfim, a imersão em pleno no mundo chinês.
E Macau, como olhar e entender Macau nesses já recuados anos, a partir de Pequim ou Xangai, com os olhos chineses ou com os meus humildes e transviados olhos portugueses? Na altura falava-se muito pouco de Macau, nada se sabia sobre a cidade que era assunto quase tabu na China. Porquê? Procurarei dar algumas respostas possíveis.
Nos anos (19)80 começa-se a falar de Macau, a saber-se que a cidade existe, a separá-la de Hong Kong, a apontar a data mágica de 19 de Dezembro de 1999 para a reintegração na grande pátria-mãe. Que significado tem tudo isto para o anónimo cidadão Wang, Liu ou Yao habitante de uma vila da Manchúria, de Pingyao, cidade da província de Shanxi, de Chengdu, capital de Sichuan? E hoje, como é? Desde 2003, Macau está aberta às sete ou oito dezenas de milhares de chineses que todos os dias atravessam as Portas do Cerco ou aterram no aeroporto da Taipa para se perderem e perderem nos casinos. Embora os visitantes sejam predominantemente gente da província de Guangdong (com 96 milhões de habitantes!) são também oriundos de toda a China. Um dia e uma noite em Macau, os bolsos vazios, e oregresso a casa, muito para lá das Portas do Cerco.
A minha proposta é conversarmos sobre as origens de Macau e o fascinante (des)entender das gentes do velho e sempre renovado Império do Meio, em tudo a que a Macau diz respeito.”
A.G.A.

>

O farol começou a funcionar no final de Setembro de 1865. O tufão de 1874 provocou enormes estragos acabando por ficar sem funcionar até cerca de 1910, altura em que sofreu uma remodelação (a que conhecemos hoje) e passou a ser alimentado por electricidade e a ter o conhecido sistema rotativo oriundo de França. Diversos post’s contam esta e outras histórias e mostram imagens do farol antes e depois da remodelação.
 
AVISO AOS NAVEGANTES

Desde a noute de 24 do mez passado se começou a acender um novo pharol construido na fortaleza de Nossa Senhora da Guia, da cidade de Macau. O pharol está na latitude de 22° 11 ‘N, e na longitude de 113° 33’E, de Greenwich. A elevação da luz é de 101,5 metros acima do nível do mar, nas mais altas marés de tempo calmo.
A torre do pharol mede 13,5 metros da base à cupola, tem a forma octogonal e é pintada de branco. A lanterna é vermelha. A luz é branca e rotatória, fazendo um giro completo em 64″ de tempo. Pode ser vista a 20 milhas, em tempo claro. N’esta distancia, a duração da luz é de 6″ e a do eclipse de 58″. A 15 milhas, vê-se a luz durante 11″ e o eclipse dura 54″. A 12 milhas, o maior clarão de luz dura 12″, e o intervalo do eclipse (de 52″) é cortado pelo aparecimento, quazi instantâneo, de uma luz mais fraca. A 7 milhas, a duração da grande luz é de 14″, e a do eclipse de 50″, aparecendo no meio d’ este a pequena luz, como fica dito.
Logo que seja possível se publicarão as marcações pelo pharol para demandar o ancoradouro da rada de Macau.
Capitania do Porto de Macau, 2 de Outubro de 1865.
João Eduardo Scarnicha,Capitão do Porto

>

Dinner Menu at the Macao Hotel, November 27, 1905 (Formerly the Hing Kee Hotel). ‎65, Praia Grande, opened in 1880s as Hing Kee Hotel and was rebaptised the Macao Hotel in 1903. Later became the Hotel Riviera. Building demolished in 1971. Currently the Tai Fung bank occupies its space.
No blog existem diversos post’s sobre este hotel que no início do século 20 passou a chamar-se “Macao Hotel”, antes (desde 1880) conhecido por Hing Kee. Após obras de remodelação nos interiores e exteriores (em 1927) resurgiria como hotel Riviera em 1928 e assim irá permenecer até 1971, ano em que é, infelizmente, demolido. No mesmo espaço está o também muito antigo, banco Tai Fung.
Ficava na esquina da Praia Grande com a San Ma Lou. Em 1948 as arcadas que davam para a rua da Praia Grande foram fechadas. Era ‘famosa’ a porta em sistema ‘revólver’.
Nas imagens uma ementa de um jantar realizado a 27 de Novembro de 1905. Inclui pombo, salada de batatas, caril de camarões, porco com molho de maçã, pudim de pão…
Agradecimentos pelas imagens a Sonny Santos.

>

O Turismo de Macau promove no dia 6 de Abril um workshop de gastronomia macaense na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.
O workshop será conduzido por Graça Pacheco Jorge, Confrade de Mérito da Confraria da Gastronomia Macaense, numa iniciativa destinada aos alunos e Chefes da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, à semelhança do que já aconteceu no Estoril.
A iniciativa será também ocasião para uma apresentação de Macau enquanto destino turístico, realizada por Rodolfo Faustino, coordenador do Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Portugal.

>

Em Abril, o Clube Militar de Macau será palco de mais uma exposição de postais antigos da colecção de João Loureiro, organizada pelo Instituto Internacional de Macau. A mostra contará com 170 postais fotográficos, datados dos finais do século XIX até aos anos 60 do século passado, que se referem ao Estado da India (Goa, Damão e Diu), Macau e Timor.
“O Oriente que na era quinhentista começou a ser percorrido por navegadores, militares, comerciantes e missionários lusitanos teve a sua matriz na mítica Ilha de Moçambique, por onde passaram, entre tantos outros vultos ilustres, Vasco da Gama, Afonso de Albuquerque, Camões e S. Francisco Xavier. Desde então e até ao último ano do Século XX, quando ocorreu a transferência da administração de Macau para a China, decorreram cerca de cinco centúrias em que, a uma escala global, a língua e a influência cultural portuguesas chegaram a terras distantes do Índico e do Pacífico.
É precisamente esta herança cultural lusitana no Oriente, bem como variados aspectos da paisagem geográfica, urbanística, arquitectónica, social e humana dos territórios por ela impactados – documentados de forma singular e muito expressiva nos bilhetes postais – que esta exposição pretende pôr em relevo, contribuindo, desse modo, para ampliar o seu conhecimento e incentivar a sua preservação.” Palavras de João Loureiro

João Loureiro é detentor de uma invulgar colecção de mais de 12 mil postais fotográficos, datados desde finais do século XIX até 1975, que foi reunida numa série de 14 livros e que constitui uma imprescindível fonte iconográfica da presença portuguesa em África e no Oriente. Registos fotográficos que ilustram a História, as Regiões, as Paisagens, as Actividades Económicas, os Povos e os Costumes das antigas colónias portuguesas na época em que as fronteiras de Portugal ainda abrangiam terras de África, da Ásia e da Oceania.

Largo do Senado/San Ma Lou: início década 1950
Veja aqui o livro de postais de João Loureiro sobre Macau: http://macauantigo.blogspot.com/2009/12/postais-antigos-de-macau.html

Página seguinte »