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Dia 13 de Abril ocorre uma homenagem ao chefe Ângelo no IFT em Macau
Reza a história que no início do século XX os soldados de origem africana que prestavam o serviço militar em Macau trouxeram consigo o gosto pelo frango assado. De forma a agradar ao gosto dos chineses – que achavam a carne demasiado seca – em Macau surgiu uma receita muito peculiar. 
O feito deveu-se ao macaense Américo do Rosário Ângelo que começou por fazer furor na Pousada de Macau, na Praia Grande, no final dos anos 50. Nos eventos do 1,2,3 de 1966 equacionou sair de Macau rumo a Timor, mas nunca o fez. Mais tarde seria contratado por Stanley Ho para os hotéis Estoril e Lisboa (Portas do Sol). É então que a receita se torna famosa…
Ao contrário do se conta, nunca foi a África. Visitou apenas Portugal e o EUA. Nasceu em Agosto de 1918  – na Sé – casou em 1958 com Celeste Carolinha de Carvalho com quem teve quatro filhos. Morreu em  Setembro de 1979, quando ainda trabalhava no hotel Lisboa. Tinha 61 anos.
O segredo do sucesso da sua receita de African Chicken deve estar na marinada já que a receita era conhecida e pode ser vista neste recorte de um jornal de Hong Kong na década de 1970.  Inclui óleo de coco e pasta de amendoim. E, claro, picante.
Certificado do chefe Ângelo para um restaurante de Hong Kong nos anos 60.
A Associação dos Macaenses (ADM), com colaboração da Confraria da Gastronomia Macaense, vai organizar em Macau diversos workshops de cozinha macaense tendo como objectivo o a divulgação e promoção da gastronomia local no território. O primeiro workshop acontece já no próximo sábado, dia 9. Os participantes vão aprender a preparar Galinha di Tempo di Caça e Bebinca de Leite.
Para informações adicionais contactar a secretaria da ADM, através do nº 28372252.
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