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Planta da colónia portugues ade Macau e dos seus portos internos e externos com indicação dos postos aduaneiros chineses modernamente estabelecidos desenhada por M. Azevedo Coutinho, capitão do exército, 1870, modificada segundo as condições actuaes da colónia, 1901.
Algumas curiosidades:
– depois da Porta do Cerco, na zona a cor de rosa (onde estão assinalados diversos postos fiscais chineses), está a seguinte legenda: “limite da nossa ocupação proposta pelo actual governador” (ofício nº135 de Setembro de 1905);
– torneado a amarelo representa-se o território chinês;
– fortalezas/fortes portugueses assinalados a vermelho;
– ilha de Ko-Ho ou de Co-Lo-An;
– ilha de Tai-Vong-Cam ou da Montanha;
– ilha da Lapa ou dos Padres e junto as ilhotas do Bugio Grande e Bugio Pequeno;
– as duas ilhas da Taipa (Grande e Pequena) já assumem um só nome;
– assinala-se a ligação por terra (istmo) à ilha Verde;
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Dinner Menu at the Macao Hotel, November 27, 1905 (Formerly the Hing Kee Hotel). ‎65, Praia Grande, opened in 1880s as Hing Kee Hotel and was rebaptised the Macao Hotel in 1903. Later became the Hotel Riviera. Building demolished in 1971. Currently the Tai Fung bank occupies its space.
No blog existem diversos post’s sobre este hotel que no início do século 20 passou a chamar-se “Macao Hotel”, antes (desde 1880) conhecido por Hing Kee. Após obras de remodelação nos interiores e exteriores (em 1927) resurgiria como hotel Riviera em 1928 e assim irá permenecer até 1971, ano em que é, infelizmente, demolido. No mesmo espaço está o também muito antigo, banco Tai Fung.
Ficava na esquina da Praia Grande com a San Ma Lou. Em 1948 as arcadas que davam para a rua da Praia Grande foram fechadas. Era ‘famosa’ a porta em sistema ‘revólver’.
Nas imagens uma ementa de um jantar realizado a 27 de Novembro de 1905. Inclui pombo, salada de batatas, caril de camarões, porco com molho de maçã, pudim de pão…
Agradecimentos pelas imagens a Sonny Santos.

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Porto Interior à esquerda; segue-se Ilha Verde e Jardim Camões. Ao fundo a China. à direita: Seminário S. José e igreja S Lourenço.
Inner Harbour on the left, then Ilha Verde and Camoes Garden. China on the background. On the extreme right: S. Jose Seminary and St. Lawrence Church.

Primeiros anos do do século XX

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As “Novas construções de S. Paulo” e as “Portas do Cerco”
Na edição de 14.12.1908 a Illustração Portugueza dedica a Macau um extenso artigo profusamente ilustrado – páginas 18 a 26. Intitula-se “Portugal no Extremo-Oriente”.

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Estes dois postais – editados em Hong Kong cerca de 1900 – parecem iguais mas um olhar mais atento acaba por revelar algumas diferenças:
– o selo (o primeiro é de 1910 e o outro um pouco mais tardio)
– a cor (o segundo postal é pintado à mão); ou seja estamos perante o mesmo original em termos de fotografia (repare-se nos militares) mas do qual se fez uma versão a cores, uma técnica muito utilizada – com recurso a pintores – nos primeiros 50 anos do século XX.
– a legenda: no primeiro pode ler-se “Porta Carvo, the gate dividing portuguese and chinese territory, Macao”; no segundo, temos o termo “Porta Cerco” seguido do resto 
About the hand colour process (by Sonny Santos): Artists would paint over the black and white photographic image using a variety of techniques, tinting with translucent pigment, retouching with charcoal, watercolors or paints and were often more concerned about aesthetics than historical accuracy.