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O Instituto Internacional de Macau apresentou, durante uma cerimónia incluida no programa do Encontro das Comunidades Macaenses 2010 que teve lugar em Novembro último, o livro “Cinema em Macau”, de Henrique de Senna Fernandes.
Publicado pela primeira vez nos anos 70, sob a forma de uma série de artigos, num jornal de Macau chamado “A Confluência”, e republicado na mesma forma, nos anos 90, na “Revista de Cultura de Macau”, este livro relata a relação de Macau e dos Macaenses com o cinema, no início do Século XX (1900 a 1940).
Quase um romance, com o cinema em Macau como protagonista principal, este livro descreve as reacções de um público macaense ávido de cinema, enquadrado num contexto histórico e social, do início do Século passado, as salas de cinema míticas, e as personagens líricas da sociedade macaense da altura, todos intervenientes num ambiente digno de registo nesta forma, e mais ainda, pelo génio literário de Henrique de Senna Fernandes.
O livro foi apresentado pelo filho do autor, Miguel de Senna Fernandes, numa cerimónia onde foram apresentados mais seis livros publicados pelo IIM e dos quais darei conta em breve.
Teatro Capitol nos anos 30.
Um bilhete custava entre 20 e 80 avos, consoante fosse de 1ª, 2ª, 3ª classe, crianças ou galeria.
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O filme é de 2010 e permitiu-me ‘viajar’ até às décadas de 1930-40 (2ª Guerra Mundial – Guerra do Pacífico, precisamente o meu mais recente projecto sobre Macau).
Passa-se em Xangai, uma cidade repleta de particularidades naquela época, e retrata um período da história com ligações a Macau: a ocupação japonesa da China e a fuga de milhares de refugiados – a cidade tinha várias comunidades estrangeiras – para Macau.
Sinopse: Nos anos de 1940, apenas quatro meses antes dos ataques a Pearl Harbor, um americano viaja para a Xangai ocupada pelos japoneses (para além dos demais países que ‘ocupavam’ da cidade) e é informado que um amigo foi assassinado. Enquanto tenta solucionar os mistérios sobre a morte, acaba por se apaixonar por uma jovem e descobre que existem segredos ainda maiores do que aqueles que seu governo está escondendo. Declarada a guerra entre Japão e EUA em Dezembro de 1941, os protagonistas abandonam Xangai rumo a… Macau (a referência vem quase no final do filme) à semelhança do que aconteceu com milhares de pessoas nessa época e não só provenientes de Xangai.
Este filme começou a ser planeado em 2008 e esteve para ser rodado na China (a pré-produção chegou a ser feita lá). Os cenários no valor de milhões de euros já estavam prontos quando em cima da hora as autoridades chinesas recusaram a autorização. Hong Kong e Macau foram tidos como alternativa mas as filmagens acabaram por decorrer na Tailândia e em Inglaterra.

>A obra representa um “legado importante”, constituído por artigos que o escritor foi publicando na Revista de Cultura, do Instituto Cultural. Os artigos foram compilados e serão apresentados sob uma “forma nova e com uma possibilidade de divulgação maior do que teve no passado”, revelou o Presidente do IIM.

O Instituto Internacional de Macau (IIM) tem um livro quase pronto que versa a feição cinéfila de Henrique de Senna Fernandes, com publicação prevista “até ao fim do ano”, revelou ontem Jorge Rangel.
Os textos versam a história do cinema em Macau, dado que Henrique de Senna Fernandes ”era também um estudioso do cinema e um homem que sentia um grande entusiasmo pelo cinema, que conhecia profundamente”, explicou Rangel. “O cinema teve uma importância muito grande em Macau. De acordo com as estatísticas das Nações Unidas, há cerca de 50 anos onde se ia mais ao cinema era em Macau. As salas de cinema estavam sempre cheias, havia um número invulgar de salas de cinema espalhadas pela cidade e ele coleccionava os programas, artigos de jornais e tudo o que havia sobre cinema”, continuou.
A obra poderia já ter sido publicada, mas a delonga será aproveitada pelo IIM para prestar uma homenagem ao escritor aquando do lançamento, em data a anunciar brevemente: “O livro atrasou-se um bocadinho, podia já ter saído e se calhar até foi bom não ter saído. No dia de lançamento do livro esperamos ter aqui muita gente da comunidade macaense para lhe prestarmos uma sentida e justíssima homenagem”, revelou Jorge Rangel.
Fotografia do JTM com HSF numa entevista em 2004
Reprodução de uma notícia da autoria de Paulo Barbosa publicada no Jornal Tribuna de Macau  (JTM) de 5-10-2010; neste dia o jornal dedicou grande parte das suas páginas a HSF.