Filatelia


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A mais recente edição (Abril 2011) dos CTT de Macau é um conjunto filatélico composto por 4 selos sob o título “Edifícios Públicos e Monumentos.” Neste postal ‘máximo’ de 19 de Abril de 2011 vê-se um desses selos colocado num postal com a imagem do Palácio do Governo do tempo da soberania portuguesa (parece ser década de 1990).
A título de curiosidade, coloquei na imagem de baixo, o mesmo edifício, numa fotografia otida de ângulo oposto, no início do século XX, antes das obras que alteraram a fachada.  
Fotografia publicada em 1908 na revista “Ilustração Portuguesa”

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Selo editado em 1975: a emissão foi de diversos valores com a mesma imagem

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Com as comemorações do novo ano lunar quase a terminar e relembrando a iniciativa que ontem teve lugar no Centro de Documentação da Fundação Casa de Macau, em Lisboa. Adé, o “senhor patuá” foi o ‘convidado’ de honra numa tertúlia singela mais genuína e bastante participada.
Para além dos livros, Adé deixou-nos ainda algumas gravações dos seus poemas declamados. Como esta edição da Tradisom de 1998.
Aqui no “Macau Antigo” são vários os post’s sobre a sua vida e obra.
O Patuá macaense, também designado por Crioulo macaense, Patuá di Macau, Papia Cristam di Macau, Doci Papiaçam di Macau ou ainda de Macaista Chapado, é uma língua/dialecto crioula de base portuguesa formada em Macau a partir do século XVI, influenciada pelas línguas chinesas, malaias e cingalesas. Sofre também de alguma influência do inglês, do tailandês, do espanhol e de algumas línguas indianas. O assunto é completo e para especialistas. Esta foi a explicação mais simples que consegui.
Pelo patuá fizeram, e muito, outros nomes da terra como Jorge Roberts ou Tarcísio da Luz. Actualmente diversas associações locais buscam o reconhecimento por parte da Unesco para que o patuá seja considerado património intangível da humanidade. Mesmo que não venha a ser o seu trabalho foi de extrema utilidade de forma a evitar que se perdesse para sempre uma das maiores marcas da identidade cultural macaense.
Aqui fica mais um texto (1983) do Adé… “Poéma di Macau”
Pa vôs, Macau quirido, pequinino,
Nésga di chám pa Dios abençoado,
Macau cristám, qui fórça di destino
Já botá na caminho alumiado;
Pa vês, iou pensá vêm co devoçám,
Rabiscá unga poema di amôr,
Enfeitado co vôs no coraçám,
Pa têm mercê di bénça di Sinhôr.
Tera qui nôsse Rê chomá lial,
Sômente unga: sã vôs, bunitéza,
Filo di coraçám di Portugal,
Alma puro inchido di beléza.
Iou querê vêm contá co sentimento,
Vôsso estória pa mundo uvi!
— Qui di péna fino? Qui di talento?
Ai, qui saiám Camões nom-têm aqui!
Para ti, Macau querida, pequenina,
Nesga de terra por Deus abençoada
Macau cristão, que a mão do destino
Colocou no caminho iluminado;
Para ti, pensei vir com devoção,
Compor um poema de amor,
Contigo enfeitado no coração,
E assim merecer a bênção do Senhor.
Terra que um nosso Rei chamou leal,
Só uma: és tu, graciosa
Filha do coração de Portugal,
Alma cândida, impregnada de beleza;
Quero vir contar com sentimento,
A toda o mundo a tua história!
Ah, que pena não estar aqui Camões.

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Edição recente dos CTT de Macau que recorda o quotidiano do serviço postal na década de 1950. A colecção de bilhetes postais é maior e existem vários exemplos aqui no blog. Nas imagens, bilhetes postais com ‘porte pago’ para Portugal, China e Hong  Kong.
Hoje comemoram-se 127 anos dos Correios em Macau…

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1-12-1982