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Chegada a Macau e passeio de riquexó: fotos de A. Martins
 “Foi bastante emotiva a recepção pelo povo Macaense, que nos proporcionou um espectáculo de fogo de artifício à nossa chegada, com música e muita alegria. Enquanto a Fragata esteve atracada naquele local era visitada diariamente por milhares de pessoas sendo necessário fazer filas para a coordenação da respectiva visita.” As palavras são de António Martins que fez parte da guarnição e que num blog dedicado à fragata recordou aquela viagem de há 40 anos.
A fragata Comandante João Belo foi a 1.ª de uma classe de quatro fragatas construídas em França para Portugal.. Tratava-se de um ‘escoltador oceânico’, dispunha de armamento anti-aéreo e anti-submarino, podia transportar uma força de desembarque e  receber a bordo um helicóptero. 
Começou a operar na marinha portuguesa a 1 de Julho de 1967, tomou parte em missões no Ultramar e em exercícios internacionais e nacionais. Realizou frequentemente viagens de instrução com os alunos da Escola Naval de outras escolas da Marinha. Em Abril de 2008, a João Belo foi vendida à Marinha do Uruguai.
Visita oficial duma unidade da marinha de guerra em 1970
Vinda de Hong Kong, aportou à Ponte Nova do Porto Exterior no dia 14 de Março pelas 13h30 a fragata da nossa Marinha de Guerra “João Belo” coadjuvada na sua pilotagem por um prático da barra devido aos numerosos baixios existentes nas águas ribeirinhas de Macau. A bateria da fortaleza da Guia troou festivamente numa sentida salva aos sucessores de Peres de Andrade, orgulhosos de apresnetarem no seu trilho um dos mais modernos navios da sua classe. A guarnição foi recebida com simpatia quer pelas autoridades quer pela população portuguesa e chinesa. Durante vários dias a fragata esteve patente ao público, tendo surpreendido e entusiasmado todos quanto a visitaram pelo ser equipamento electrónico e pelas suas instalações. Partiu no dia 24 em direcção a Timor, a caminho da Austrália, onde se dirige em representação oficial.
NA: a notícia e imagem acima apresentados foi retirada de uma publicação – Lanceiros do Oriente  – feita em Macau por uma unidade militar, a CPM 2428.
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Em 1927, operando um equipamento por si adaptado à onda curta o 1º Tenente Gabriel Prior, também radioamador, a bordo do cruzador “Adamastor”, em serviço no Extremo-Oriente, estabelece, em Abril, contactos a partir de Macau com o cruzador “República” em Xangai e quando da viagem deste navio para Singapura. Igualmente nesse ano e no seguinte comunica com radioamadores espalhados pelo mundo. Tal o êxito dessas comunicações que equipamentos de onda curta são então montados nos navios da Armada em serviço no Extremo-Oriente.
Em honra deste pioneiro do radioamadorismo em Portugal e da sua actividade em prol do desenvolvimento da onda curta e das comunicações na Marinha o “Núcleo de Radioamadores da Armada” instituiu, em 2002, o “Diploma Almirante Gabriel Prior”. Este diploma, que tem carácter permanente, pode ser obtido por qualquer estação de amador desde que faça prova de ter contactado todos os países (foram 17 na Europa, Américas, Ásia e Oceânia) com que o Tenente Prior estabeleceu comunicações entre 27 de Setembro de 1927 e 19 de Fevereiro de 1928 a bordo do cruzador “Adamastor” com o indicativo XEP1MA e cumulativamente com os países do mundo lusófono. (…)
1929 é outro ano histórico. Os Postos do Monsanto e do Gravato iniciam as comunicações regulares com Macau, tornando a Marinha a pioneira da ligação rádio de Lisboa com aquele longínquo território.

in As Comunicações da Marinha: dos primórdios a 1975 – Comunicação apresentada na Academia de Marinha pelo Membro Efectivo contra-almirante José Luís Leiria Pinto, em 1 de Junho de 2010.

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Chegou à Marinha portuguesa em 1897 depois de adquirido a Itália com recurso a uma subscrição nacional. O momento mais emblemático do seu percurso deu-se na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910. Foi a bordo deste navio, fundeado no Tejo, que partiu o sinal que desencadeou a revolução republicana. Este aviso fez-se através do disparo de três tiros das suas peças e constituiu o início de todo um plano, que culminou na implantação da República em Portugal.
Cumpriu variadas comissões em África (Angola e Moçambique) e no Extremo Oriente.
João de Canto e Castro (1862-1934), que viria a ser o 5º Presidente da República, foi nomeado comandante do “Adamastor em 1913. Para tomar posse foi buscá-lo a Macau, fazendo a viagem por terra, utilizando o transiberiano.
Com o golpe de estado 1926 foi enviado para Macau – para reforço da Estação Naval juntamente com o “República”, por causa da invasão da China pelos japoneses tendo socorrido a comunidade portuguesa de Xangai – tendo regressado seis anos depois em muito mau estado e já reclassificado como “aviso de 2ª classe”. Foi abatido um ano depois, em 1933.