Todos as cidades ou vilas têm o seu “café central”… Ao longo dos tempos, Macau teve vários. Entre 1940 e 1970 o reinado pertenceu ao Ruby. Ficava na Av. Almeida Ribeiro e era muito popular especialmente junto dos portugueses. Em frente à parte lateral dos CTT, tinha à sua esquerda um casarão de 3 pisos que pertenceu a um milionário chinês que fazia esquina com a rua Central onde estava sediado o comissariado da PSP, e à sua direita uma loja de sedas, curiosamente não chinesas, mas paquistanesas e, logo a seguir, a Tabacaria Filipinas e o teatro Apollo. Sem tv, a rádio ocupava lugar de destaque. O Rádio Club de Macau, que só funcionava a partir das 20 horas até meia noite.
Aos fins de semana o Ruby enchia-se de muitos pares de namorados, antes e depois de uma sessão no cinema. À noite mudava a clientela, a maioria solteiros… militares em comissão de serviço em Macau, que ficavam também para jantar.
Durou até ao final da década de 1970 (segundo li)… mas já outro local tinha surgido como centro nevrálgico da cidade… o restaurante Solmar na Praia Grande. A sua história fica para outro post…