século XX


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Neste local exisitia uma antiga ponte-cais. Em 1947 iniciou-se o processo de reconstrução. Fu Tak Lam, comerciante e proprietário, morador no Hotel Central, desejava construí-la por considerar a obra urgentíssima e de grande interesse para o Governo. Charles Lun Chou, engenheiro civil e construtor, assinou o projecto e encarregou-se da obra de demolição da antiga estrutura e da edificação da nova Ponte Cais no. 16. O edifício foi sucessivamente alterado, ampliado e modificado. Mas foi durante muitos anos o principal lugar de chegada à cidade de Macau.
Fotografias de Jack Birns para a Time Life Magazine em 1949:
um ano depois da inauguração da Ponte Cais nº 16 no Porto Interior
 em baixo: o mesmo local na década de 1960
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“Ou Mun Ian, Macaenses” é o título do documentário, da autoria de Cheong Kin Man, que o Museu do Oriente apresenta no dia 14 de Outubro, pelas 18H30, entrada livre.
O documentário foi feito como trabalho prévio da tese de licenciatura do autor em Estudos Portugueses pela Universidade de Macau. Mais de dez anos depois da transferência da administração portuguesa de Macau para a República Popular da China, Macau tem vindo a construir uma identidade renovada em termos políticos e socioculturais.
O trabalho de Cheong Kin Man, uma jovem promessa no mundo cultural, que se tem dedicado ao estudo da língua portuguesa e à investigação na área do património e da identidade macaense, pretende explicar quem são as gentes de Macau, quer residentes locais quer os que vivem na diáspora.
O documentário resulta da observação e investigação do autor, feita a partir de 2008, e de uma série de entrevistas, documentos e imagens (mapas, fotografias e vídeos) tendentes a construir a identidade das gentes de Macau e dos filhos da terra, ou seja, os Ou Mun Ian (os primeiros) e os Tou Sang, ou macaenses luso-asiáticos. Daí, o subtítulo do trabalho: “Diferentes interpretações da identidade dos Ou Mun Ian, após a primeira década de Região Administrativa Especial de Macau”.
Um tema tão actual quanto ainda recentemente o jornal South China Morning Post alertava para a ameaça que paira sobre a comunidade macaense, “habitantes originais que estão em risco de se tornarem uma espécie ameaçada”. De facto, os macaenses, mais de 100 mil na década de 60, do século passada, são hoje cerca de um quinto desse número.
Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte) – Lisboa

Texto e imagem do site do Museu do Oriente www.museudooriente.pt