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Esta edição de “Historic Macao” de Montalto de Jesus está à venda num leilão da internet por 4 mil dólares… Para mais informações sobre a obra e o autor consultar este post, por exemplo, existem outros…
http://macauantigo.blogspot.com/2009/10/historic-macao-de-montalto-de-jesus.html
Quem colocou o livro à venda descreve-o assim..

This is something that you will probably never see again on eBay or anywhere else: a 2nd edition copy of “Historic Macao – International Traits in China Old and New” with hand-written corrections for the 3rd edition in the margins and throughout the book by the author himself! C. A. Montalto de Jesus took a paperback 1926 printing of his literary classis, Historic Macao, and made all of the corrections that he intended for the 3rd edition, which never came about because of his passing.
The book is approximately 510 pages with extra pages of corrections inserted throughout the book. There are hand-written everywhere: in the margins; at the tops and the bottoms; in between words and in sentences; everywhere! But it is in very poor condition: the binding is coming apart in most places to the point where you can see the threads; many of the pages are loose and bent at the corners (but not really dog-earred); there are some tears and rips, but surprisingly few considering its age. I have enclosed some pictures so that are representative of what the rest of the book looks like.
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Há 3 anos – 27/10/2007 – aconteceu a apresentação pública da minha estreia nas lides da escrita de carácter histórico com o livro “Liceu de Macau 1893-1999” na Casa de Macau em Lisboa. Podem ver as fotos aqui http://www.casademacau.pt/eventos/eventos-passados/2007
A edição de 1000 exemplares – quase esgotada – está à venda nos seguintes locais.
Internet (portes grátis) http://liceumacau.googlepages.com/, Portugal: Casa de Macau (av. Almirante Gago Coutinho), Delegação do Turismo (av. 5 de Outubro); Livraria do Museu do Oriente (Alcântara); Macau: Livraria Portuguesa.
Década de 1960 
1977 – foto de José Basto da Silva
Algum tempo depois da edição do livro, criei um blog – aberto à participação de todos os antigos alunos, professores e funcionários do Liceu de Macau – para que os conteúdos estejam em constante revisão e actualização.
Neste endereço http://liceudemacau.blogspot.com/ podem acompanhar esse processo e, caso pretendam, enviar os v. contributos para o e-mail liceumacau@gmail.com
As vossas histórias e imagens merecem ser contadas e partilhadas. Acreditem!
A equipa de futebol do Liceu fotografada no Campo do Tap Seac em 1956
Em pé da esq./direita: Gustavo de Senna Fernandes (dirigente), Eduardo Francisco (treinador), Alberto Noronha (jogador), Alberto Nunes (jog), João Basto e Silva (jog.  e capitão de equipa), Mário Assumpção (jog.), Manuel Valoma (jog), Francisco Rodrigues (g.redes), Severino Silva (jog.), Henrique de Senna Fernandes (dirigente).
Agachados: Alexandrino Boyol, (g.redes suplente), Alberto Oliveira (jog.), João Simões (jog.), Sérgio Luz (jog.), Victor Serra (jog.), Jorge Basto Silva (jog.), Miranda (jog.), Alberto Fernandes (jog.).

Foto enviada por Rui Francisco (Macau)

Aos patrocinadores, leitores e todos os que me fazem chegar imagens e documentos (no caso o Rui Francisco e o José Basto da Silva) aqui fica mais uma vez o meu agradecimento público.

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Nascido em Macau em 1923, Henrique de Senna Fernandes sempre se orgulhou de ser um dos poucos habitantes de seu país – colonizado pelos portugueses durante séculos e que só em 1999 passou novamente ao domínio da China – a fazer literatura. Nesse círculo intelectual praticamente inexistente, que pouco contribuía para a divulgação de seus autores, Senna Fernandes destacou-se e sua literatura ultrapassou as fronteiras do pequeno país. No Brasil, a editora Gryphus lançou “Nan Van”, “Amor e dedinhos de pé” e mais recentemente “A trança feiticeira”. O escritor morreu no início de outubro, depois de um longo período de doença. A entrevista a seguir foi feita por Miguel Conde há vários meses. Por conta do seu estado de saúde já frágil, o autor demorou a responder e a conversa acabou não sendo publicada na época.
Quando o senhor começou a escrever? Sempre escreveu em português?
Comecei a escrever desde os meus onze anos e sempre em português, pois embora em Macau a comunidade portuguesa local entendesse o chinês (ou melhor, o dialecto de Cantão), não o domino a ponto de me exprimir nessa língua. Foi sempre em prosa, sob forma de contos. Cheguei a publicar nos anos 40 do século passado no semanário diocesano “O Clarim” três contos, infelizmente não fiquei com nenhuma cópia.
Que autores de Macau estiveram entre suas primeiras leituras? E autores brasileiros?
Os autores macaenses foram sempre muito esporádicos. Em Macau nunca houve condições para desenvolver uma verdadeira literatura macaense. A pequenez do território e, por conseguinte, da comunidade portuguesa, aliada ao facto de Macau ter uma parca importância para Portugal, não proporcionava a existência de uma comunidade literária. Por isso, as minhas leituras não começaram com autores locais. Sempre tive uma admiração pelos autores brasileiros. A forma ‘despreendida’ de se escrever português, quase como brincando com a língua de Camões, pondo e dispondo das suas palavras, deram-me uma visão completamente diferente do que ela pode ser, levando-me à sua autêntica redescoberta. Machado de Assis, Erico Verissimo, Gilberto Freyre e Jorge Amado marcaram presença nas minhas leituras.
Escrevendo em português num pequeno país ao lado da China, o senhor se sente de alguma forma solitário?
Sempre me senti solitário nessa senda da escrita em português, na Ásia. A falta de incentivo e a indiferença do público desencorajavam sobremaneira quem tivesse o sonho de cingrar pela escrita. Atrevo-me a dizer que escrever em português neste canto do mundo é puro desporto, que só a paixão o pode justificar. Quem tenha pretensões para voos mais elevados, a escrita em português não lembraria o diabo! Mas a verdadeira solidão está no facto de não haver uma literatura portuguesa, na acepção mais comum da palavra. Existiram sempre escritores em língua portuguesa, mas em Macau nunca houve uma comunidade literária portuguesa. Os livros que se leem em Macau são de autores oriundos do exterior. Durante a administração portuguesa houve uma actividade editorial mais intensa. Não obstante ter havido publicação de obras de natureza vária, estava-se longe de se falar de uma literatura macaense. Neste ambiente, escrever é penosamente solitário. O que vale é a paixão e a persistência em construir o meu espaço, o meu mundo, em que eu me sinta plenamente realizado.
O fato de tematizar com frequência casos de amor entre macaenses e chinesas fez com que o senhor sofresse algum tipo de censura?
Talvez. Há que entender que em Macau, não obstante a administração portuguesa ter perdurado durante séculos, as comunidades chinesa e portuguesa em regra não se misturavam. Viviam paredes meias uma com a outra, mas o cruzamento das gentes era tabu, quer para uma, quer para a outra. Tendo eu nascido no seio de uma comunidade católica e muito conservadora que foi a comunidade macaense luso-descendente, não era fácil abordar o tema de amor entre macaenses e chinesas. E de certa forma fui censurado. Todavia, isso não me demoveu, antes, pelo contrário, me incentivou a apaixonar-me por este tema, pois, contra tudo e contra todos também eu me casei com uma chinesa.
Como a transferência de Macau para administração chinesa mudou a vida dos macaenses?
A transferência trouxe mudanças para a comunidade portuguesa de Macau. De um modo geral, não se pode queixar muito. Se historicamente o luso-descendente tinha um papel de intermediário entre chineses e portugueses, com o retorno de Macau à República Popular da China o seu papel adquiriu um cunho diferente. O macaense (luso-descendente) é um tradutor nato, característica que continua a manter. Todavia, agora ele é instrumento vivo para a aproximação da Grande China aos países lusófonos, entre os quais se destaca o Brasil. A administração chinesa em Macau soube ao longo desses dez anos manter o espaço natural da comunidade portuguesa e dar voz às suas manifestações culturais. Nesse aspecto, apesar de as mudanças poderem ser do desagrado pontual de alguns, elas revelaram-se benéficas para a comunidade.
Qual o atual estado da literatura em língua portuguesa em Macau? Há muitos outros autores escrevendo em português?
Infelizmente, há poucos que escrevem em português aqui em Macau. E há muito que não se realizam lançamentos de obras de autores locais. Não existe uma comunidade de escritores em língua portuguesa de Macau, o qual por isso mesmo torna parca ou mesmo inexistente uma literatura macaense, com todo o respeito por todos os que, como eu, fazem da pena a sua sublime paixão.
O senhor pretende aderir às normas do acordo ortográfico da língua portuguesa? O que pensa dessa meta de padronização da ortografia da língua?
Ainda não me sinto atraído pelo fulgor da “unificação” da língua. Sou um ortodoxo no que respeita à ortografia. Não menosprezo a utilidade da sua padronização. Há que reconhecer que os escritores de Portugal possam extrair daí algum proveito, apenas no sentido de que as suas obras possam ser apreciadas pelo grande público brasileiro, sem terem de passar pelo crivo da prévia revisão ortográfica pelas editoras do Brasil, como tem acontecido até à presente data. Quanto a mim, a língua é meu instrumento de criação e obvimente é algo com que tenho que me identificar. O português do novo acordo ortográfico não é a minha língua, e desta feita, vou mesmo ter que correr o risco de me considerar mau escritor.
in “O Globo” suplemento Prosa & Verso 25-10-2010

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29 de Outubro, a partir das 14h30 na Casa de Macau de Lisboa, Av. Almirante Gago Coutinho, n. 142 organizado pelo CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies), FCSH, Universidade Nova de Lisboa/FCT.
Entre as 14.30 e as 18.30 horas serão apresentadas várias comunicações sobre a obra literária e as mais variadas dimensões da vida do autor, bem como testemunhos pessoais. Serão ainda lidos poemas dedicados a Henrique de Senna Fernandes por poetas de Macau e portugueses. Uma parte dos participantes, mesmo não podendo estar presente enviou os seus textos para serem lidos.
14.30h Sessão de abertura
João Paulo Ascenso Pereira da Silva, Vice-coordenador do CETAPS
Gustavo Augusto de Senna Fernandes, Presidente da Casa de Macau, Lisboa
14.40h Sessões contínuas:
– Ana Paula Laborinho (Instituto Camões, Portugal): Testemunho pessoal
– Rodrigo Leal de Carvalho (escritor): “O Henrique e Eu”
– Vanessa Sérgio (Universidade de Paris Ouest Nanterre La Défense): “Henrique de Senna Fernandes, Um Incansável Contador de Histórias”
– David Brookshaw (Universidade de Bristol): “Senna Fernandes em Londres”
– Maria Antónia Espadinha (Universidade de Macau): “”Conhecer Macau pela Mão de Henrique de Senna Fernandes”
– José Carlos Venâncio (Universidade da Beira Interior, Portugal): “O Escritor do Inconformismo Macaense: Henrique de Senna Fernanades”
– Mónica Simas (Universidade de São Paulo, Brasil): “Macau, Identidade Além do Tempo”
– Gustavo Infante (Universidade de Bristol): “‘Nan Van’: Contos-Lugares de Memória”
– Beatriz Basto Silva (Portugal): Testemunho pessoal
– Michela Graziani (Universidade de Florença, Itália): “Nam Van e a Essência de Cereja. O Sentido da Amizade em Henrique de Senna Fernandes”
– João Basto Silva (Portugal): Testemunho pessoal
– Lurdes Escaleira (Instituto Politécnico de Macau): “Henrique de Senna Fernandes: Um Legado a Não Esquecer”
– João Botas (jornalista, investigador, autor do blog Macau Antigo): Testemunho pessoal
– Lúcia Lemos (fotógrafa e autora da fotobiografia O Olhar de Henrique de Senna Fernandes: Fragmentos, Macau): “Quatro Anos”
– Henrique J. Manhão (Casa de Macau, Califórnia, Estados Unidos da América): “Dr. Henrique de Senna Fernandes – Homem Extraordinário”
– Miguel de Senna Fernandes: Testemunho pessoal
16. 30h Intervalo
– Celina Veiga de Oliveira (Sociedade de Geografia de Lisboa, editora e investigadora): “O Conto na Obra de Henrique de Senna Fernandes”
– António Estácio (Portugal): “Na Peugada de Henrique de Senna Fernandes”
– Margarida Duarte (Instituto Camões): “Ver o Outro – A Pedagogia do Olhar”
– Leonor Diaz de Seabra (Universidade de Macau): “Testemunho (de Amizade)”
– Joseph Abraham Levi (George Washington University, Estados Unidos da América): “Henrique de Senna Fernandes (1923-2010): Um Vulto, um Povo, uma História”
– Vítor Serra de Almeida (Sociedade de Geografia de Lisboa): “O Papel do Dr. Henrique de Senna Fernandes no Ensino em Macau: Os Anos do Liceu Nacional Infante D. Henrique”
– Perpétua Santos Silva (CIES/ISCTE-IUL): “Breve Olhar Sociológico sobre a Obra de Henrique de Senna Fernandes”
– António Graça Abreu (Portugal): Testemunho pessoal
– Rogério Miguel Puga (CETAPS): “Amor e Dedinhos de Pé: Um Bildungsroman Duplo”
18.30h Cerimónia de encerramento:
Yao Jingming (Universidade de Macau): Leitura dos poemas “Baía” e “Filho da Terra”.

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O filme é de 2010 e permitiu-me ‘viajar’ até às décadas de 1930-40 (2ª Guerra Mundial – Guerra do Pacífico, precisamente o meu mais recente projecto sobre Macau).
Passa-se em Xangai, uma cidade repleta de particularidades naquela época, e retrata um período da história com ligações a Macau: a ocupação japonesa da China e a fuga de milhares de refugiados – a cidade tinha várias comunidades estrangeiras – para Macau.
Sinopse: Nos anos de 1940, apenas quatro meses antes dos ataques a Pearl Harbor, um americano viaja para a Xangai ocupada pelos japoneses (para além dos demais países que ‘ocupavam’ da cidade) e é informado que um amigo foi assassinado. Enquanto tenta solucionar os mistérios sobre a morte, acaba por se apaixonar por uma jovem e descobre que existem segredos ainda maiores do que aqueles que seu governo está escondendo. Declarada a guerra entre Japão e EUA em Dezembro de 1941, os protagonistas abandonam Xangai rumo a… Macau (a referência vem quase no final do filme) à semelhança do que aconteceu com milhares de pessoas nessa época e não só provenientes de Xangai.
Este filme começou a ser planeado em 2008 e esteve para ser rodado na China (a pré-produção chegou a ser feita lá). Os cenários no valor de milhões de euros já estavam prontos quando em cima da hora as autoridades chinesas recusaram a autorização. Hong Kong e Macau foram tidos como alternativa mas as filmagens acabaram por decorrer na Tailândia e em Inglaterra.

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Edited version (by Henry d’Assumpcao) of an article published in the Casa Down Under  – Áustrália – Newsletter, vol 20 Issue 4, Sept 2008 by Stuart Braga.

Igreja Sto António
A  grande calamidade. So begins the report of the session of the Leal Senado (the Macau Council) of 29 September 1874, quoted by the prolific Macau historian, Father Manuel Teixeira 1. Writing in 1974 on the centenary of the typhoon, Teixeira described it as the most destructive ever experienced in the history of Macau. As cyclones are to Northern Australia and hurricanes to the southern United States, so typhoons are to the South China Coast. Over the centuries they have brought death and disaster on a huge scale. The horroroso tufão of 1738 was the greatest disaster to have befallen Macau up to that time. About a century later, two typhoons created havoc only a year apart, in 1847 and 1848. By 1847, meteorological records had commenced, and the mercury dropped to 745 mm. The following July, another grande e violento tufão swept the coast of South China.
Macau had already suffered substantial loss of population with large numbers leaving for Hong Kong, occupied by Britain since 1842. Typhoons grew worse, with more buffeting in the next 25 years from typhoons which took barometric readings in Macau down to 726mm in 1862 and 717mm in 1871. Hong Kong was relatively protected from the worst violence of typhoons because of its sheltered harbour. However Macau faced the full force of a typhoon sweeping in from the South China Sea. A scientific journal in 1874 observed, ‘Macau fares worst, for it is situated precisely where the typhoon is arrested by the high land of the coast.’2. The article went on to point out that the typhoon had crossed from Hong Kong to Macau in half the time taken by the typhoon of 1871. The low point of the barometer occurred in Hong Kong at 2.15am and in Macau at 3.15am In 1871 the typhoon had taken more than two hours to reach Macau from Hong Kong. So Macau was hit in 1874 twice as fast and even harder than it had been three years earlier.



Porto Interior
On this occasion, the barometer in Macau dropped to 709mm, the lowest pressure ever recorded at that time in China2. While Hong Kong endured a terrific battering, Macau was almost obliterated. C.A. Montalto de Jesus, then a boy of eleven living in nearby Hong Kong, wrote about it a quarter of a century later.3 ‘As if nature too were bent on the downfall of Macao, a terrific typhoon, its very centre, swept over the ill-fated colony on the memorable 22nd of September 1874; and a fateful shift of the wind from north to east, at the equinoctial spring tide doomed the fairest part of the city to the full havoc of cyclonic blasts and waves. Battered, flooded, Macao was at the same time assailed by pirates.’

Praya Grande

Fires broke out throughout the city, possibly lit by arsonists intent on forcing people to flee from their houses so that they might be looted more easily. Montalto de Jesus went on, ‘the lurid glare revealed many an imminent peril in that night of unspeakable horror and tribulation.’
The official report, dated 23 October 1874, lists street by street Chinese houses lost. They totalled 1,1724. Between 4,000 and 5,000 people died and 2,000 fishing and trading craft were lost. On Taipa more than 1,000 bodies were found and another 500 on Coloane, chiefly of fishermen. The value of houses, goods and ships lost came to roughly $2 million, a vast sum at that time3.
The brig Concordia, high but not exactly dry, in a paddy field near Ilha Verde, MacauThe dead were buried in a new cemetery opened for the purpose on Taipa. So great was the devastation that there was speculation that an earthquake probably occurred at the same time as the typhoon.5.
In those days there were no weather forecasts or typhoon warnings. These came later, and the old typhoon signals – 10 large black geometric shapes – are still housed on Guia. They used to be hoisted on a mast when a typhoon threatened, but this elementary system has long since been replaced by radio, television and the Internet. So this typhoon struck very quickly and without warning. Augusto Nolasco told Graciete Batalha something of what happened. On 22 September 1874,

Mud everywhere

‘It was a very hot and still night and people were out in the Praia Grande in search of a little fresh air. A full moon … filled the night sky. As people began to make their way home, it started to rain heavily and a strong wind started up. Everyone firmly secured and locked their doors and windows … Never had there been such a strong typhoon. The sea level rose so high that a lorcha [a light vessel with a European hull, and the rigging of a Chinese junk] was washed up close to the cathedral.’

Another view of Praya Grande with Guia in the background

Things grew worse. ‘Roofs were blown off and houses collapsed and a great fire swept through Santo Antonio.’ Nolasco went on to recount the story of an old couple whose house was unroofed, and as they fled to the church seeking sanctuary, were robbed by pirates. Next morning they found their house destroyed by fire. They ended their days destitute.6
Most of the 2,000 vessels lost were fishing craft, and the Chinese boat people were all but wiped out. Larger vessels were lost too. A Portuguese gunboat, Principe Carlos, was landed in a paddy field 14 miles away to the south3, and Teixeira7 names three other ships that were driven ashore or suffered damage in the Porto Interior.
The loss of ships in Hong Kong was greater than that in Macau, because the commerce of Macau had diminished during the previous thirty years. The London newspaper The Times reported on 30 September that five ships had been sunk, six were missing, three had run aground and another nine dismasted. (30 September 1874). A week later on 5 October the paper printed another long list of vessels damaged which had struggled back to Hong Kong harbour for repairs. It is interesting to note that the British papers reported only the loss of shipping. There is no mention of loss of lives or property. The British were concerned only with commerce.

Destruction of sampans

Montalto de Jesus went on, ‘the disastrous typhoon consummated the ruin of the Macanese’3. In the next two years, the Catholic population of Hong Kong increased from 4,520 to 5,250. It is likely that much of this increase, of 730 people or 15%, is the result of an influx of refugees from the stricken Portuguese colony. The enrolment of St Joseph’s College, Hong Kong, increased greatly for the same reason. However, whereas the earlier Portuguese immigration of the 1840s was readily absorbed by the rapidly growing Hong Kong, this large influx could not readily be accommodated and they became for many years an underclass. This led to social tensions discussed at some length by the fiery young J.P. Braga, who in 1895 wrote a hard-hitting pamphlet against the injustices experienced by the Portuguese community: The rights of aliens in Hongkong. It was the beginning of a long and distinguished public career.
Destruction of junks
In Macau there was a detailed report on damage to churches and public buildings. The Bishop’s Palace was largely destroyed and church archives were lost. The churches of São Lázaro, Santo Agostinho, São Domingos and Santo António all suffered heavy damage, particularly Santo António which was severely damaged by fire. The cathedral too suffered major structural damage.8
When the Leal Senado spoke of ‘a great calamity’, they didn’t know the half of it. Hong Kong recovered fairly quickly, but it took Macau many decades. The economy was already in a poor state, and with the exodus of population, things grew worse. Montalto de Jesus mournfully quoted a pessimistic prediction made soon after Hong Kong was set up in 1842: that Macau would become a bare rock where fishermen spread their nets to dry.3 It would be more than a hundred years before prosperity returned to Macau, longer still before today’s casinos brought vast wealth.
Another view of Praya Grande
Nevertheless, Macau would fulfil a vital role between 1942 and 1945 when more than 10,000 British and American people flocked there during World War II, as a calamity far greater than any typhoon overtook Hong Kong – the Japanese Occupation. If Macau had not been there for these refugees, their situation would have been unimaginably desperate. Macau, abandoned by the British for a century, generously gave them relief and safety in their time of need.
References:
1 Padre Manuel Teixeira, O Maior Tufão de Macau, p38
2 Nature, 31 December 1874, p169
3 C.A. Montalto de Jesus Historic Macao, 2nd ed., Oxford University Press, 1984 p423
4 >Padre Manuel Teixeira, ibid, p. 34)
5 Nature, ibid, p168
6 The letter is held by the Lisbon Geography Society. A.M. Amaro, The 1874 typhoon: a Story, Macau (magazine), 1997, pp140-1
7 Padre Manuel Teixeira, ibid, p17
8 Padre Manuel Teixeira, ibid, pp26-28, 42

A note on sources:
The Macau Collection Room of the Macau Central Library, Av. Conselheiro Ferreira de Almeida, contains all the local sources used. I am grateful to Marie Imelda MacLeod, Directora do Arquivo Histórico, for her assistance in locating printed and photographic sources there. Other printed sources are in the National Library of Australia, notably the JM Braga Collection. I appreciate also the efforts made by António M. Jorge da Silva in enhancing the photographs.

Informações adicionais em português neste post: http://macauantigo.blogspot.com/2009/04/tufao-em-1874.html

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Este post é mais um exemplo do quanto o blog Macau Antigo tem sido uma mais valia no partilhar de memórias individuais e colectivas. Sem mais delongas… vamos ao que interessa. Recebi um e-mail do Reinaldo Amarante pedindo ajuda na identificação de uma foto de uma equipa de hóquei em campo tirada em Macau (ainda fez outra pergunta que espero conseguir obter resposta em breve.. talvez até com a publicação deste post). Fiz de intermediário na obtenção da resposta e eis o resultado tal qual tudo se passou no espaço de poucos dias graças à generosidade de João Bosco Basto da Silva. Obrigado aos dois!

e-mail do Reinaldo Amarante:

Caro Amigo João,
Li em tempos um post no “Macau Antigo”, onde João Bosco falava de Hóquei em Campo em Macau. Aliás, tive o ensejo de deixar um pequeno comentário sobre o Hoquei feminino. Envio-lhe em anexo uma fotografia não datada de uma equipa masculina onde não aparece nenhum familiar meu. Tenho uma certa curiosidade em saber porque razão ela surge no espólio fotográfico de minha Mãe. Talvez João Bosco consiga identificar os elementos da equipa e por aí eu me esclareça.
Outra questão que lhe queria colocar, a propósito dos posts que colocou sobre o falecimento de Henrique Senna-Fernandes. O meu irmão Mário, é afilhado de Baptismo de uma “Luísa Senna-Fernandes”. Será possível saber qual o grau de parentesco dela com HSF, sabendo que deverá ter nascido por volta de 1925 (era amiga de minha Mãe e tinham mais ou menos a mesma idade)?
Muito obrigado. Um abraço. Reinaldo Amarante
e-mail do João Bosco Basto da Silva:
Olá J. Botas
Já estou em condições de identificar a foto sobre a equipa de hóquei de Macau:
de pé, da esquerda para a direita – Reinaldo Angelo, Lourenço Ritchi, Herculano Rocha, Vítor Rosário, Eng. Humberto Rodrigues e Frederico Nolasco;
agachados, da esquerda para a direita – Augusto Jorge, José Santos Ferreira, Eurico Rosário, Armando Basto e Albertino Almeida.
Dessa foto, apenas 4 deles continuam vivos: Vítor Rosário, Augusto Jorge, Eurico Rosário (emigrado na Austrália) e Albertino Almeida. Também estou em condições de informar que essa equipa não era a mais forte e que deve ser dos finais dos anos 40, pouco depois da 2ª guerra. Um abraço. João Bosco
e-mail do Reinaldo Amarante (depois de lhe ter reenviado a resposta do João Bosco)
Caro Amigo, Antes de mais o meu muito obrigado pela identificação da foto. A maior parte dos nomes é-me familiar, quanto mais não seja no apelido. A pessoa que terá feito a minha Mãe guardar a foto é José Santos Ferreira (Adé) que ela dizia ter sido seu treinador em Atletismo, algo que nunca consegui confirmar. Já pensei e tentei adquirir o Vol. Desporto de José Santos Ferreira, Obras Completas de Adé, mas ia adiantar-me pouco, porque, pelos vistos está escrito em Patuá. Eventualmente, poderá ser também Reinaldo Ângelo, porque disse-me uma vez que o meu nome (pouco frequente) era de um amigo. Pode utilizar a fotografia no Macau Antigo.
Relativamente Luísa Senna-Fernandes, já pedi ao meu irmão para ver na sua certidão de baptismo o nome completo da madrinha. Logo que o tiver comunico.
Muito obrigado pelas informações. Um grande abraço. Reinaldo Amarante